A temporada de ventos deve movimentar o litoral do Ceará entre agosto e dezembro, período marcado por condições favoráveis para a prática do kitesurf. A expectativa é de aumento no fluxo de turistas brasileiros e estrangeiros para destinos como Cumbuco, Preá, Jericoacoara, Icaraizinho de Amontada, Ilha do Guajiru, Paracuru, Taíba, Flecheiras e Guajiru.
Segundo dados da Secretaria do Turismo do Ceará (Setur), o kitesurf movimentou cerca de R$ 210 milhões no estado no ano passado. Para este ano, a expectativa é ampliar a procura por hospedagem, alimentação, transporte e serviços diretamente relacionados ao esporte, com reflexos também sobre pequenos negócios e prestadores de serviços das comunidades litorâneas.
“O Ceará começa mais uma temporada de ventos com uma demanda consolidada pelo kitesurf. Nossa expectativa para 2026 é ampliar esse fluxo de visitantes e fortalecer o impacto econômico nos destinos. O turista que vem praticar o esporte também utiliza hotéis, pousadas, restaurantes, transporte e outros serviços”, afirma Gustavo Montenegro, secretário do Turismo do Ceará.
O kitesurf está entre as principais modalidades de esporte de aventura procuradas pelos visitantes do Ceará. De acordo com a Setur, 60% dos turistas interessados nesse segmento apontam a modalidade como principal motivação para viajar ao Estado.
O perfil desse público também contribui para o impacto econômico nos destinos. Em geral, são viajantes entre 25 e 55 anos, com renda média ou alta, interessados em natureza, aventura e experiências locais. Muitos permanecem por mais tempo nas localidades e aproveitam a viagem para conhecer diferentes municípios do litoral.
A cadeia beneficiada pela atividade vai além das escolas e instrutores de kitesurf. Hotéis, pousadas, restaurantes, empresas de transporte, locadoras de veículos, guias e outros prestadores de serviços também participam da movimentação gerada pela temporada.
Litoral concentra diferentes destinos
Cumbuco, no município de Caucaia, está entre os principais pontos de prática da modalidade no Estado. No litoral oeste, destinos como Preá e Jericoacoara, em Jijoca de Jericoacoara, Icaraizinho de Amontada, Ilha do Guajiru, em Itarema, Paracuru, Taíba, Flecheiras e Guajiru também integram o circuito procurado pelos praticantes.
A diversidade de localidades permite que o visitante combine a prática esportiva com outros atrativos turísticos, ampliando o tempo de permanência e distribuindo os efeitos econômicos do fluxo por diferentes municípios.
“O Ceará reúne uma combinação muito valorizada por esse público: ventos regulares, litoral extenso e diferentes destinos próximos. O trabalho do Estado é promover o Ceará, melhorar a estrutura turística e apoiar o desenvolvimento sustentável dessas localidades”, destaca Montenegro.
Mercado internacional mantém relevância
A demanda pelo kitesurf no Ceará também ultrapassa o mercado brasileiro. Entre os países emissores estão França, Alemanha, Argentina, Suíça, Itália, Portugal, Espanha, Países Baixos e nações escandinavas. No mercado nacional, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Paraná aparecem entre os principais emissores de visitantes para o Estado.
A estratégia de promoção internacional do Ceará tem atenção especial ao mercado europeu e conta com ações realizadas em parceria com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). A conectividade aérea também contribui para facilitar o acesso aos destinos do litoral.
Com a expectativa de aumento da demanda durante a temporada de ventos, investimentos em infraestrutura turística também ganham importância. Obras de saneamento, abastecimento de água, acesso, urbanização e sinalização beneficiam tanto os visitantes quanto as comunidades que vivem nos destinos.
Entre as iniciativas está o Programa de Saneamento das Localidades Litorâneas do Ceará (Prosatur), que prevê investimentos em abastecimento de água, esgotamento sanitário e drenagem, além de ações relacionadas à preservação ambiental e à adaptação às mudanças climáticas.






