Air Canada registra receita recorde de US$ 6,3 bilhões no 2º trimestre

Resultados financeiros da Air Canada mostram alta de 11% na receita e LAJIDA ajustada de US$ 719 milhões no 2º trimestre

Felipe Lima
Felipe Lima
Chefe de Redação - E-mail: felipe@brasilturis.com.br

A Air Canada encerrou o segundo trimestre com receita operacional recorde de US$ 6,266 bilhões, crescimento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi sustentado pela demanda em diferentes mercados da companhia, com destaque para as viagens premium e corporativas e para o tráfego de sexta liberdade.

Os resultados financeiros do período também mostram uma LAJIDA ajustada de US$ 719 milhões, com margem de 11,5%, além de US$ 651 milhões em fluxo de caixa líquido proveniente das atividades operacionais e US$ 174 milhões em fluxo de caixa livre.

A capacidade da companhia avançou 0,3% na comparação anual, ficando 0,2 ponto percentual abaixo do limite inferior da projeção para o trimestre. Segundo a Air Canada, o principal fator foi o impacto de interrupções relacionadas ao clima, que afetaram as taxas de conclusão dos voos no final do período.

“A Air Canada registrou receita operacional recorde no segundo trimestre, com alta de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior, sustentada pela forte demanda em toda a nossa rede, incluindo a continuidade da força nas viagens premium e corporativas, bem como no tráfego de Sixth Freedom (sexta liberdade)”, afirmou Michael Rousseau, presidente e CEO da Air Canada.

Pressão dos custos de combustível

Apesar do avanço da receita, a companhia registrou despesas operacionais de US$ 6,481 bilhões e prejuízo operacional de US$ 215 milhões, com margem operacional negativa de 3,4%. Um dos principais fatores de pressão foi o combustível. As despesas com combustível cresceram 49% na comparação com o segundo trimestre de 2025.

Ainda assim, a companhia destacou o impacto positivo da diversificação das fontes de receita, das ações de precificação e do controle de custos. “A LAJIDA ajustada alcançou US$ 719 milhões, no limite superior da faixa de projeção para o segundo trimestre, apesar de um aumento de 49% nas despesas com combustível em relação ao ano anterior. O desempenho no trimestre refletiu os benefícios de nossas fontes diversificadas de receita, a eficácia de nossas ações de precificação e nosso foco contínuo na gestão dos custos sob nosso controle”, disse Rousseau.

No período, a Air Canada registrou prejuízo antes dos impostos de US$ 316 milhões e prejuízo líquido de US$ 178 milhões. O prejuízo diluído por ação foi de US$ 0,63. Na análise ajustada, a companhia apresentou lucro antes dos impostos de US$ 77 milhões, lucro líquido ajustado de US$ 114 milhões e lucro ajustado por ação diluída de US$ 0,40.

Demanda corporativa sustenta desempenho

A força das viagens premium e corporativas aparece entre os principais fatores apontados pela companhia para explicar o desempenho do trimestre. O cenário também contribuiu para a decisão de atualizar as projeções financeiras para o restante de 2026.

Segundo Rousseau, a companhia considera a demanda resiliente, especialmente nos segmentos premium e corporativo, enquanto utiliza estratégias relacionadas às tarifas para reduzir os impactos da volatilidade dos preços dos combustíveis. A gestão de custos também permanece como uma das prioridades da empresa para o restante do ano.

“Estamos restabelecendo e atualizando nossas projeções para todo o ano de 2026, apoiados pela demanda resiliente por viagens premium e corporativas, por nossas ações relacionadas às tarifas para mitigar a volatilidade dos preços dos combustíveis e por nossa gestão disciplinada de custos”, afirmou o executivo.

Caixa e balanço patrimonial

A geração de caixa foi outro destaque do trimestre. A companhia encerrou o período com US$ 651 milhões em fluxo de caixa líquido das atividades operacionais e US$ 174 milhões em fluxo de caixa livre. Durante o trimestre, a Air Canada também destinou US$ 125 milhões à recompra de ações e manteve seu índice de alavancagem em 1,7.

Para Rousseau, a geração de caixa e a solidez do balanço continuam sendo elementos centrais da estratégia financeira da companhia. O executivo também afirmou que uma classificação de grau de investimento é considerada alcançável no médio prazo.

“Refletindo o progresso que fizemos no fortalecimento de nossa posição financeira, acreditamos que uma classificação de grau de investimento (investment grade) é alcançável no médio prazo”, destacou.

Mudança na liderança

Os resultados do segundo trimestre também ocorrem em um momento de transição na liderança da companhia. Anko van der Werff foi anunciado como sucessor de Michael Rousseau. Ao comentar a mudança, Rousseau destacou a continuidade da liderança e a existência de uma estratégia definida para os próximos anos.

“Além de 2026, com Anko van der Werff anunciado como meu sucessor, estou confiante de que a Air Canada possui continuidade na liderança, uma estratégia clara e força financeira para continuar avançando em seus objetivos de longo prazo e criar valor sustentável significativo para todas as partes interessadas”, concluiu.

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