Itacaré registra até 75% de ocupação hoteleira durante a baixa temporada

Desempenho entre março e junho favorece hotéis do destino baiano, que apostam em tarifas e ações comerciais para manter a demanda

Maurício Herschander
Maurício Herschander
Repórter - E-mail: mauricio@brasilturis.com.br

O período entre março e junho costuma representar uma retração no fluxo turístico, com redução no volume de viagens e reservas em hotéis. Em Itacaré, no litoral sul da Bahia, no entanto, o cenário tem sido diferente, com empreendimentos que registram ocupação média de até 75% mesmo durante a baixa temporada.

A hotelaria, um dos segmentos mais suscetíveis aos efeitos da sazonalidade turística, adota no município estratégias comerciais para reduzir as perdas no período de menor movimento e estimular novas viagens ao destino.

Segundo o gestor comercial Pedro Aguilar Lima, a combinação entre condições climáticas favoráveis e estratégias tarifárias permite que a ocupação dos empreendimentos sob sua gestão permaneça entre 65% e 75% nos meses marcados por maior instabilidade do clima.

“Os turistas procuram os mesmos atrativos que na alta temporada, na verdade, apesar do clima “instável” a maioria dos dias continua sendo de sol em Itacaré. É um destino que pode ser visitado em todas as épocas do ano, mas na ‘slow season’ — como gostamos de chamar, as praias estão mais vazias e dá para curtir a cidade com mais tranquilidade. Utilizamos campanhas exclusivas para o período realizadas com todos os nossos parceiros, além de utilizar estratégias de Revenue Manager específicas para épocas de movimentos mais tranquilos”, disse.

O empresário destaca ainda que, nos quatro primeiros meses do ano, os hotéis do Grupo Aguilar Lima alcançaram crescimento recorde de 30% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. A expectativa é de desempenho semelhante em maio e junho, resultado que, segundo a empresa, evidencia o potencial de expansão do destino e da operação comercial do grupo.

Dados da Secretaria Municipal de Turismo apontam que a ocupação média durante a baixa temporada oscila entre 65% e 70%. O movimento tem como destaque visitantes atraídos por tranquilidade, tarifas mais acessíveis e atividades ligadas à natureza, como o surfe. A presença de estrangeiros também cresce, sobretudo de israelenses, que costumam permanecer por períodos mais longos em Itacaré.

O desempenho do turismo também tem reflexos sobre a geração de emprego e renda no município. Nos empreendimentos do Grupo Aguilar Lima (GAL), por exemplo, o quadro de funcionários cresceu 10% em 2026 e chegou a 225 colaboradores diretos.

“Itacaré deixou de ser um destino sazonal. Quando o turista entende que aqui ele encontra sol, natureza, gastronomia e uma estrutura hoteleira de primeira o ano inteiro, a baixa temporada se transforma em oportunidade — de viver a cidade de forma mais autêntica, tranquila e com tarifas mais convidativas. Acreditamos tanto nesse potencial que seguimos investindo pesado em produto, equipe e divulgação para que esse crescimento seja consistente nos próximos anos.”, concluiu o empresário.

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