A Tap encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultado líquido negativo de 99,2 milhões de euros, impactado pelo aumento de 18,7% nos custos com combustível. No período, a companhia registrou 2,04 bilhões de euros em receitas operacionais, alta de 4,3% em relação aos primeiros seis meses de 2025, e transportou 8,2 milhões de passageiros, crescimento de 4,2%.
Entre janeiro e junho, foram operados 57,5 mil voos, alta de 0,3%. O tráfego, medido em RPK, cresceu 5,9%, acima do aumento de 1,7% na capacidade. Com isso, o load factor avançou 3,4 pontos percentuais, para 85,4%.
As receitas provenientes de bilhetes cresceram 4,4%, chegando a 1,83 bilhão de euros. Segundo a companhia, o resultado foi sustentado pela demanda nos mercados estratégicos, com destaque para América do Sul e Europa.
O aumento dos custos com combustível, entretanto, pressionou o desempenho financeiro. O EBITDA recorrente foi de 181,9 milhões de euros, enquanto o EBIT recorrente ficou negativo em 83,7 milhões de euros. O resultado líquido terminou o semestre em -99,2 milhões de euros.
Liquidez
Durante o semestre, a Tap concluiu uma emissão de 350 milhões de euros em senior notes. Ao final de junho, a companhia tinha 1,22 bilhão de euros em caixa e equivalentes, ampliando sua posição de liquidez.
O período também marcou a conclusão do Plano de Reestruturação e o lançamento do Plano Estratégico 2026-2035. Entre as diretrizes estão o crescimento das rotas de longo curso, a diferenciação de produto, a ampliação das receitas complementares e a transformação digital por meio do Programa Horizon.
No segundo trimestre, a Tap transportou 4,5 milhões de passageiros, alta de 2,5% na comparação anual. As receitas operacionais ficaram praticamente estáveis, em 1,13 bilhão de euros. O aumento dos preços do jet fuel elevou os custos operacionais e afetou o resultado do trimestre.
Luís Rodrigues, CEO da Tap, afirma que “o desempenho do primeiro semestre demonstra a robustez do modelo de negócio da Tap e a solidez da procura em toda a nossa rede. Graças ao forte empenho das nossas equipes e à resiliência da Companhia foi possível mitigar o forte impacto do aumento galopante do preço dos combustíveis, um enorme desafio. Mantemo-nos focados no desenvolvimento das nossas iniciativas de transformação, no reforço da rentabilidade, na melhoria da experiência do Cliente e na manutenção de um perfil financeiro prudente.
Como esperado, o forte aumento dos preços de combustível, nomeadamente do jet fuel, pressionou de forma relevante o desempenho da Tap no segundo trimestre. De fato, este impacto foi sentido imediatamente nos custos, enquanto as medidas de mitigação ao nível da receita tendem a materializar-se de forma mais gradual, uma vez que grande parte da receita do segundo trimestre já estava vendida no momento do aumento dos preços.
Apesar desse cenário, a Tap manteve um desempenho resiliente, com as receitas crescendo no primeiro semestre, suportadas pelo aumento da capacidade e pela melhoria das receitas unitárias. Esta performance foi acompanhada por melhorias operacionais relevantes, com o aumento da pontualidade e da regularidade das operações, bem como pela evolução positiva da satisfação dos nossos Clientes, demonstrando a solidez do nosso modelo de negócio e da nossa rede única.
Durante o semestre, reforçamos igualmente a nossa estrutura financeira, com a emissão de EUR 350 milhões em senior notes, ao spread de crédito mais baixo de sempre da Tap numa emissão desta natureza, um claro sinal da confiança dos investidores na solidez do nosso percurso.
Concluído o Plano de Reestruturação, reconhecido pela Comissão Europeia, a Tap inicia agora um novo capítulo. Definimos um Plano Estratégico para a próxima década, orientado para a criação de valor sustentável, cuja execução é acelerada pelo Programa Horizon, o nosso programa de aceleração digital, inovação e melhoria contínua. Continuaremos a executar este plano com disciplina, mantendo o foco na qualidade da receita, na resiliência operacional e no crescimento sustentável.
Por fim, gostaria de agradecer, especialemente nestes tempos voláteis e desafiantes, a todos os nossos Trabalhadores pelo compromisso e dedicação e aos nossos stakeholders pelo apoio, ambos essenciais para este novo capítulo da Tap”, conclui o CEO, Luís Rodrigues.










