A Flybondi teve as contas bancárias bloqueadas judicialmente pela Administração Nacional de Aviação Civil (Anac) da Argentina devido a uma dívida de 1,464 bilhão de pesos argentinos, equivalente a aproximadamente US$ 971 mil, segundo a cotação de 3 de setembro. A dívida corresponde a seis faturas em aberto de taxas de segurança aérea que não são pagas desde março.
Com juros e custos judiciais, o valor chega a 2,049 bilhões de pesos, cerca de US$ 1,36 milhão. Paralelamente, a companhia responde a um embargo fiscal da Agência de Recaudação e Controle Aduaneiro (ARCA), que bloqueou as contas da empresa em agosto por débitos tributários inicialmente calculados em 1,525 bilhão de pesos, aproximadamente US$ 1,01 milhão.
Com a incidência de juros, a dívida fiscal chegou a 1,754 bilhão de pesos, ou cerca de US$ 1,16 milhão. Considerando os dois processos, os bloqueios envolvem aproximadamente US$ 2,5 milhões.
Problemas operacionais
A companhia aérea, fundada com foco no modelo de baixo custo, também enfrentou problemas operacionais ao longo de 2026. Em agosto, os cancelamentos chegaram a 80,5% dos voos, segundo o material.
A Anac argentina determinou que a empresa apresentasse um plano para reduzir os cancelamentos e garantir a segurança operacional. No Brasil, a Anac restringiu recentemente a venda de passagens da Flybondi para determinados destinos.
A companhia também desligou cerca de 700 funcionários e há relatos de atrasos no pagamento de indenizações trabalhistas. O material ainda cita especulações sobre uma possível recuperação judicial para reorganização das finanças.
Apesar dos bloqueios, a Flybondi permanece em operação. As medidas judiciais, no entanto, afetam o caixa da companhia em meio aos débitos tributários, taxas regulatórias e obrigações trabalhistas acumulados ao longo do ano.








