São Paulo (SP) – A diversidade de destinos para a prática de esqui e a importância de conhecer profundamente o produto foram os principais pontos abordados durante duas palestras realizadas na ExpoSKI, que acontece na terça-feira (08) e na quarta-feira (09), no Clube Paulistano, em São Paulo. Sylvio Monti, da Snowtime, apresentou um panorama de estações de esqui na Europa e na América do Norte, enquanto Marcelo Apovian, atleta olímpico, compartilhou experiências ligadas à prática do esporte e à escolha dos destinos.
As apresentações convergiram em um ponto central: a viagem de neve vai muito além da escolha de uma montanha. Perfil do viajante, nível de experiência, orçamento, acesso, estrutura, hospedagem, aulas, alimentação e atividades disponíveis são fatores que precisam ser considerados na montagem do roteiro.
Monti destacou as diferenças entre os mercados europeu e norte-americano. Segundo a apresentação, enquanto as estações dos Estados Unidos e do Canadá se destacam pela estrutura de serviços, segurança e facilidade de acesso, os destinos europeus apresentam grande diversidade de estações, cidades e opções de hospedagem, além de alternativas que podem oferecer uma relação de custo-benefício mais competitiva.
Na Europa, o executivo citou destinos em países como França, Suíça, Áustria, Itália, Espanha e Andorra. Entre as regiões e estações mencionadas estiveram Chamonix, Megève, Méribel, Val d’Isère, St. Anton, Zermatt, La Thuile e Cervinia, além de áreas de esqui nos Alpes.
Andorra também ganhou espaço na apresentação por combinar a prática do esporte com outras atividades. O país foi apontado como uma alternativa para diferentes perfis de viajantes, especialmente por suas opções de hospedagem, gastronomia e compras, além das estações de Grandvalira e Pal Arinsal.
Na avaliação apresentada por Monti, a escolha do destino deve partir das características e expectativas de cada cliente. Uma família com crianças e adolescentes, por exemplo, pode ter necessidades diferentes de um grupo de esquiadores experientes ou de um viajante que está tendo o primeiro contato com a modalidade.
A América do Norte, por sua vez, foi apresentada com destaque para destinos como Whistler, Banff, Lake Louise e Vancouver, no Canadá, além de estações nos Estados Unidos. A facilidade de acesso, a infraestrutura e a oferta de serviços aparecem como diferenciais importantes para quem busca praticidade durante a viagem.
Whistler recebeu atenção especial por sua relação com o snowboard. De acordo com a apresentação, o destino conta com clínicas e estrutura voltadas aos praticantes da modalidade, podendo ser uma alternativa tanto para quem já possui experiência quanto para aqueles que desejam aprender.
Entre os destinos norte-americanos, também foram citados locais como Aspen e Jackson Hole, conhecidos pela estrutura turística e pela oferta de experiências que ultrapassam as pistas de esqui.
Experiência como diferencial
A apresentação de Marcelo Apovian acrescentou uma perspectiva mais ligada à experiência de quem pratica o esporte. O atleta olímpico abordou aspectos que envolvem desde a preparação física até a escolha da estação e a organização da viagem.
Para Apovian, o esqui pode ser também uma experiência familiar e uma oportunidade de criar memórias compartilhadas. A atividade pode envolver diferentes gerações, com crianças, adolescentes e adultos aproveitando o destino de maneiras distintas.
O atleta também chamou atenção para a necessidade de considerar o nível de experiência do viajante. Para quem está começando, a disponibilidade de aulas, equipamentos adequados e orientação profissional pode fazer diferença na experiência.
Nesse contexto, a expertise de quem comercializa a viagem aparece como um dos principais elementos para evitar escolhas inadequadas. A localização de um hotel em relação às pistas, por exemplo, não deve ser analisada apenas pela distância informada, mas também pelo trajeto necessário para chegar aos meios de elevação e pela praticidade para o viajante.
A mesma lógica vale para a escolha de hospedagem, restaurantes, aluguel de equipamentos e aulas. O conhecimento prévio sobre esses serviços permite que o agente de viagens construa um roteiro mais adequado ao perfil do cliente.
“Quanto mais você conhecer esse produto mais vender, mais dinheiro você vai ter”, afirmou Apovian durante a apresentação.
Perfil e orçamento
Outro ponto abordado nas palestras foi a necessidade de compreender quanto o cliente está disposto a investir. Segundo Monti, o viajante nem sempre apresenta espontaneamente seu orçamento, o que pode dificultar a construção de um roteiro adequado.
A definição do investimento disponível permite estabelecer quais destinos, hotéis, estações, períodos e serviços podem ser considerados. A partir disso, o profissional consegue apresentar alternativas que façam sentido para aquele viajante, em vez de simplesmente indicar os destinos mais conhecidos.
O período da viagem também pode influenciar significativamente o custo. A apresentação destacou que diferenças de temporada, ocupação das estações e calendário de férias internacionais podem alterar os preços e a experiência nas pistas. Além do Carnaval brasileiro, períodos de férias escolares e feriados de mercados emissores importantes, como Estados Unidos e Reino Unido, podem impactar a demanda em determinadas estações.














