São Paulo (SP) — A participação em todas as sete edições da ExpoSKI ajudou a Wembley Viagens a desenvolver expertise no segmento de neve, ampliar o portfólio e transformar contatos feitos durante a feira em novos produtos comercializados aos clientes. Presente no evento desde a primeira edição, Viviane Ferreira, da Wembley Viagens, destaca que a agência praticamente não trabalhava com destinos de inverno quando começou a participar da feira.
Da participação à venda
Segundo Viviane, o turismo de neve passou a ganhar espaço na operação da agência conforme a equipe ampliou o conhecimento sobre os destinos e estreitou o relacionamento com fornecedores durante as edições da ExpoSKI. “O produto ski não é um produto fácil de vender para quem não domina. No primeiro evento da ExpoSKI que participei, nós nunca tínhamos feito destino de neve, com exceção de Courchevel, que fizemos uma vez, mas com o suporte total da operadora. Não tínhamos o expertise como agência do destino”, explica.
A evolução também pode ser observada na comercialização de Andorra. O destino foi apresentado à agência durante a ExpoSKI e, após o contato com representantes locais, passou a integrar o portfólio da Wembley. “A partir daí, começamos a conversar e, em questão de dois meses, estávamos vendendo Andorra. Os clientes amaram e, com os feedbacks desses clientes, começamos a oferecer para outros e seguimos vendendo Andorra até hoje”, afirma.
Atualmente, o turismo de neve representa cerca de 30% da receita da agência, que tem como público principal clientes de alto padrão. Entre os destinos mais comercializados estão Beaver Creek, Aspen e Snowmass, Vail, Courchevel, St. Moritz e Andorra. A operação também inclui destinos da América do Sul, como Valle Nevado e Termas de Chillán, embora em menor proporção.
Novos destinos entram no radar
A participação na edição de 2026 também abriu espaço para novas possibilidades no portfólio. Viviane destaca Áustria, Dolomitas e Canadá entre os destinos que despertaram interesse durante a feira e que devem ser incorporados à oferta da agência. “Esse ano, para nós, o inédito foi Áustria e Dolomitas. São destinos que, para nós, precisamos conhecer. Conversei com todos os fornecedores de Áustria que estão aqui e com um dos fornecedores de Dolomitas, e já abri muitos caminhos”, conta.
A agência também aproveitou a ExpoSKI para conhecer melhor a oferta canadense. “O Canadá, Dolomitas e Áustria, com certeza”, afirma Viviane ao apontar os destinos que devem passar a integrar a prateleira da Wembley.
Para a agente, a principal contribuição da feira está na possibilidade de aprofundar o conhecimento sobre um produto que exige domínio das características de cada estação e do perfil de cada viajante.
“Então, para nós, como agência, cada nova ExpoSKI agrega conhecimento e agrega relacionamento com fornecedores”, resume.
Mercado de alto padrão
A experiência acumulada ao longo das edições também permitiu à Wembley identificar o perfil de demanda de seus clientes. Viviane avalia que o mercado brasileiro está disposto a investir em viagens de neve, especialmente quando o produto é direcionado ao público de alto padrão e acompanhado de serviços personalizados.
“É um produto caro, especialmente os destinos que trabalhamos. São destinos muito exclusivos, que trabalham em uma linha de serviços totalmente privativos. São serviços caros, mas eu diria que o mercado está superaberto a investir”, afirma.
Segundo ela, entre os clientes de alto padrão da agência, viagens familiares de dez dias podem chegar a valores entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além dos gastos realizados no destino. “O cliente brasileiro está disposto a pagar por um serviço caro se ele entende que aquele é um serviço de alto padrão e que vai receber um serviço de excelência no destino”, conclui.














