Mais de 1.750 voos foram cancelados no Reino Unido após uma falha técnica no sistema da NATS, responsável pelo controle de tráfego aéreo britânico. O problema já foi corrigido, mas provocou um efeito em cadeia sobre a malha aérea, com aeronaves e tripulações fora de suas posições programadas e possibilidade de atrasos nos próximos dias.
Segundo informações do Travel Market Report, ao menos 250 mil passageiros foram afetados em Londres, Manchester e outras cidades britânicas. A interrupção atingiu as principais companhias aéreas que operam no país e começou a produzir reflexos também em outros aeroportos europeus.
British Airways e easyJet estão entre as empresas britânicas impactadas. Companhias de outros mercados, como KLM e Ryanair, também registraram efeitos da interrupção.
A dimensão do problema se deve, em parte, à função dos aeroportos britânicos – especialmente os de Londres – como importantes pontos de conexão para viagens dentro da Europa e para outros mercados internacionais.
Efeito se espalha pela malha europeia
Dados da FlightAware indicaram aumento dos atrasos em aeroportos como Barcelona-El Prat, Amsterdam Schiphol e Paris-Charles de Gaulle.
Mesmo com o sistema restabelecido, a normalização da malha não ocorre imediatamente. Aeronaves e tripulações deslocadas de suas programações precisam ser reposicionadas, o que pode gerar alterações sucessivas em voos posteriores.
Companhias aéreas e aeroportos alertaram que atrasos e mudanças de horários podem persistir por vários dias. Para o trade, a recomendação é orientar passageiros com viagens para o Reino Unido ou conexões pela região a verificar a situação do voo diretamente com a companhia aérea antes de seguir para o aeroporto.
NATS descarta ataque cibernético
A NATS descartou a hipótese de ataque cibernético como causa da falha e informou que uma investigação será realizada para determinar a origem do problema.
A ocorrência também ampliou a pressão sobre a confiabilidade da infraestrutura britânica de controle aéreo. Heidi Alexander, secretária de Transportes do Reino Unido, cobrou do CEO da NATS, Martin Rolfe, providências relacionadas à estabilidade do sistema.
Executivos de companhias aéreas também reagiram ao episódio. A liderança da Ryanair está entre as que cobraram responsabilização diante da nova interrupção e de falhas técnicas anteriores envolvendo a NATS.
O episódio amplia os impactos de uma instabilidade que já havia afetado aeroportos britânicos no dia anterior, quando restrições operacionais começaram a provocar atrasos e cancelamentos em terminais como Heathrow, Gatwick e Manchester.














