Falha aérea no Reino Unido afeta 1.750 voos e alcança Europa

Problema da NATS foi corrigido, mas afetou cerca de 250 mil passageiros e deve provocar reflexos nas operações europeias por vários dias

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

Mais de 1.750 voos foram cancelados no Reino Unido após uma falha técnica no sistema da NATS, responsável pelo controle de tráfego aéreo britânico. O problema já foi corrigido, mas provocou um efeito em cadeia sobre a malha aérea, com aeronaves e tripulações fora de suas posições programadas e possibilidade de atrasos nos próximos dias.

Segundo informações do Travel Market Report, ao menos 250 mil passageiros foram afetados em Londres, Manchester e outras cidades britânicas. A interrupção atingiu as principais companhias aéreas que operam no país e começou a produzir reflexos também em outros aeroportos europeus.

British Airways e easyJet estão entre as empresas britânicas impactadas. Companhias de outros mercados, como KLM e Ryanair, também registraram efeitos da interrupção.

A dimensão do problema se deve, em parte, à função dos aeroportos britânicos – especialmente os de Londres – como importantes pontos de conexão para viagens dentro da Europa e para outros mercados internacionais.

Efeito se espalha pela malha europeia

Dados da FlightAware indicaram aumento dos atrasos em aeroportos como Barcelona-El Prat, Amsterdam Schiphol e Paris-Charles de Gaulle.

Mesmo com o sistema restabelecido, a normalização da malha não ocorre imediatamente. Aeronaves e tripulações deslocadas de suas programações precisam ser reposicionadas, o que pode gerar alterações sucessivas em voos posteriores.

Companhias aéreas e aeroportos alertaram que atrasos e mudanças de horários podem persistir por vários dias. Para o trade, a recomendação é orientar passageiros com viagens para o Reino Unido ou conexões pela região a verificar a situação do voo diretamente com a companhia aérea antes de seguir para o aeroporto.

NATS descarta ataque cibernético

A NATS descartou a hipótese de ataque cibernético como causa da falha e informou que uma investigação será realizada para determinar a origem do problema.

A ocorrência também ampliou a pressão sobre a confiabilidade da infraestrutura britânica de controle aéreo. Heidi Alexander, secretária de Transportes do Reino Unido, cobrou do CEO da NATS, Martin Rolfe, providências relacionadas à estabilidade do sistema.

Executivos de companhias aéreas também reagiram ao episódio. A liderança da Ryanair está entre as que cobraram responsabilização diante da nova interrupção e de falhas técnicas anteriores envolvendo a NATS.

O episódio amplia os impactos de uma instabilidade que já havia afetado aeroportos britânicos no dia anterior, quando restrições operacionais começaram a provocar atrasos e cancelamentos em terminais como Heathrow, Gatwick e Manchester.

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