São Paulo (SP) – A ExpoSKI, realizada nos dias 8 e 9 de setembro no Club Athletico Paulistano, em São Paulo, dedicou espaço à apresentação de diferentes destinos dos Alpes Franceses. Sonia Papaveri, representante de Alpe d’Huez, apresentou as características da estação e as possibilidades para diferentes perfis de viajantes, enquanto Alexandra Servaye, da ESF Val Thorens, abordou a formação geográfica da região e os impactos da altitude e do relevo na experiência de esqui.
Na apresentação sobre Alpe d’Huez, Sonia Papaveri destacou a estrutura da estação para famílias, com atividades voltadas tanto às crianças quanto aos adultos. O destino também oferece diferentes níveis de pistas, permitindo que iniciantes e esquiadores mais experientes encontrem opções adequadas ao seu perfil. Entre os destaques está a pista Tunnel, classificada como preta e com inclinação de até 70%.

A estação também foi apresentada como um destino que vai além do esqui, com opções de gastronomia, eventos e atividades de verão. Alpe d’Huez recebe, entre outras atrações, eventos relacionados ao ciclismo e mountain bike, além de etapas do Tour de France. A temporada de inverno ocorre, tradicionalmente, de dezembro a abril, enquanto os meses de junho, julho e agosto concentram atividades ligadas à natureza, ciclismo e caminhadas.
Outro ponto destacado foi a variedade de hospedagens, que inclui hotéis e residências de diferentes categorias, além de opções voltadas ao público familiar. Segundo a apresentação, o destino também conta com estruturas como Village Club du Soleil e Belambra, que oferecem alternativas de hospedagem com diferentes níveis de serviço e preços.
Na sequência, Alexandra Servaye apresentou Val Thorens a partir da formação geográfica dos Alpes, explicando como os movimentos das placas tectônicas e a ação das geleiras contribuíram para a criação dos vales e relevos que hoje abrigam algumas das principais estações de esqui da França. A executiva também explicou como altitude, inclinação e características do terreno determinam a variedade de pistas disponíveis aos visitantes.
A apresentação também chamou a atenção dos agentes para os efeitos das condições climáticas e da altitude. Servaye explicou conceitos como o limite chuva-neve e o isotermo de 0°C, indicadores utilizados para compreender as condições de neve e temperatura nas montanhas. Segundo ela, quanto mais baixo estiver o isotermo de 0°C, menores tendem a ser as temperaturas nas áreas de maior altitude.
Além da geografia, a executiva dedicou parte da apresentação à logística de acesso aos Alpes Franceses. Genebra e Lyon foram apontados como importantes portas de entrada para os destinos de neve, com deslocamentos rodoviários que podem chegar a cerca de três horas até algumas estações, dependendo do destino e das condições de trânsito. Servaye alertou, entretanto, que a geografia montanhosa pode tornar os trajetos mais demorados do que aparentam no mapa.
“Então, nas montanhas, tudo parece logo ali, mas não é logo ali, é logo ali passarinho voando. Então, tem que se atentar para essa geografia”, explicou Servaye, ao destacar a importância de considerar vales profundos, túneis, estradas sinuosas e possíveis gargalos no planejamento dos deslocamentos.
A executiva também recomendou atenção especial aos períodos de maior movimento e às condições das estradas durante o inverno. Algumas passagens de alta montanha ficam fechadas na temporada de neve, enquanto trajetos rodoviários podem exigir equipamentos específicos para circulação. Por isso, o planejamento do transporte deve considerar previsão meteorológica, horários de voos e tempo adicional para os deslocamentos.














