Be Hospitality identifica alta de até 25% de brasileiros em novos destinos de neve

Rafael Destro
Rafael Destro
Redator - E-mail: Rafael@brasilturis.com.br

São Paulo (SP) – A Be Hospitality aproveitou a ExpoSKI, realizada nos dias 8 e 9 de setembro no Club Athletico Paulistano, em São Paulo, para apresentar ao trade brasileiro seu portfólio de hospedagens voltadas principalmente ao segmento de luxo. Stefano Parziale, diretor global de vendas da Be Hospitality, destacou a participação no evento como uma oportunidade de promover destinos que fogem do circuito tradicional de neve europeu, sem deixar de contemplar os viajantes que buscam os grandes destinos do segmento.

Entre os produtos apresentados estão o Hotel Hermitage, em Cervinia, o Hotel Tyrol, em Selva di Val Gardena, o Le Cocoon, em Méribel, o RosaPetra, em Cortina, e o Saint Roch, em Courchevel. A companhia também promoveu o The Carlton, nova propriedade da Rocco Forte Hotels em Milão, que, segundo Parziale, funciona como uma conexão para viajantes que seguem aos destinos de neve europeus. “A ExpoSKI, na verdade, para a gente é uma feira interessante, é um lugar interessante para promover o destino fora do circuito de neve europeu, mas também a gente tem bastante produto que funciona para quem quer o tradicional do luxo de neve europeu.”

De acordo com o executivo, o portfólio da Be Hospitality é direcionado ao público de alto padrão. “A gente, na verdade, trabalha com o topo da pirâmide, a gente trabalha com o high end, o luxury, então todos os nossos produtos estão mais focados para esse perfil de hóspede.”

Para o mercado brasileiro, Parziale aponta a combinação entre neve, gastronomia e cultura como elementos importantes na escolha dos destinos europeus. “Quando o brasileiro busca a Europa, ele busca, primeiro, a questão de qualidade de neve, esqui, óbvio. Ele vai usar as melhores pistas, os melhores destinos para esquiar. E, muito mais do que isso, quando o brasileiro foca em Europa, ele foca em, eu acho que dois pontos principais: gastronomia, que é um ponto excelente, que o brasileiro sempre quer e deseja quando vai para um destino europeu, e cultura.”

Além do esqui, o executivo observa o crescimento do interesse por atividades de verão nas montanhas, especialmente o biking. Segundo Parziale, a atividade já apresenta força nas montanhas italianas e aparece entre as experiências procuradas pelos brasileiros. “Na verdade o boking já é bem forte nas montanhas italianas, mas pode ser uma das atividades que os brasileiros buscam bastante.”

Entre os movimentos observados pela Be Hospitality está também a busca por destinos de neve menos tradicionais. Parziale cita Cervinia e as Dolomitas como exemplos de regiões que vêm ganhando espaço diante de destinos já consolidados entre os brasileiros. “Uma grande tendência que tem acontecido, na verdade, não é nem tendência, é comportamento do consumidor, é o consumidor buscando novos perfis de montanhas para esquiar, como, por exemplo, Cervinia.”

“Eles estão saindo dos grandes centros, como Courchevel, Méribel, e estão buscando outras montanhas que saem do óbvio, saem do que já vem sendo um grande movimento e tudo mais, mas vão para montanhas mais tradicionais e mais autênticas italianas”, acrescenta.

Para aproximar esses produtos do trade brasileiro, a empresa aposta na participação em eventos segmentados, como a ExpoSKI, além de treinamentos direcionados a agências de viagens. A estratégia também inclui levar agentes aos destinos para que conheçam as propriedades e experiências oferecidas. “A gente tem levado os agentes para lá também para conhecer os destinos, para ver o que o destino oferece, as experiências e tudo mais.”

A estratégia acompanha o aumento da presença brasileira nesses mercados. Segundo Parziale, destinos como Cervinia e Dolomitas registraram crescimento de 20% a 25% na presença de brasileiros nos últimos anos. “A gente diria ali que um aumento de pelo menos uns 20% de brasileiros nos destinos, a gente já está vendo esse novo movimento.”

“Claro, fora dos tradicionais, que já vêm com um grande movimento de brasileiro, mas nesses novos destinos, como Cervinia, Dolomitas, a gente vê um aumento ali bem significativo de 20%, 25% durante os últimos anos”, conclui.

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