O Brasil recebeu 113.228 turistas chineses entre janeiro e agosto de 2026, volume que já supera em 10% as 103.122 entradas registradas durante todo o ano de 2025. Na comparação com os primeiros oito meses do ano passado, quando foram contabilizados 65.319 visitantes, o crescimento chega a 73,3%.
O avanço ocorre em meio à isenção temporária de visto para cidadãos chineses, em vigor desde maio e prevista até 31 de dezembro, além de ações de promoção turística e do Ano Cultural Brasil-China. Diante do aumento do fluxo, o governo federal também busca preparar o receptivo brasileiro para ampliar a participação em um dos principais mercados emissores internacionais.
“A China é um dos maiores emissores de viajantes do mundo e o Brasil tem atributos únicos para conquistar esse público. Estamos construindo uma agenda de longo prazo para posicionar o país de forma permanente entre os destinos prioritários do público chinês”, afirma Gustavo Feliciano, ministro do Turismo.
Conectividade ainda é desafio para ampliar mercado
Apesar do crescimento das chegadas, a conectividade aérea permanece entre os principais desafios para desenvolver o fluxo entre os dois países. Atualmente, Brasil e China contam com uma ligação da Air China, que realiza parada técnica na Europa. Outras possibilidades de viagem exigem conexões operadas por diferentes companhias aéreas.
Segundo Feliciano, o objetivo agora é converter o aumento do interesse pelo País em fluxo recorrente, o que passa por maior conectividade e pela preparação de produtos e serviços para as características desse mercado.
Para avançar nessa frente, o Ministério do Turismo criou o Grupo de Trabalho de Turismo Brasil-China. A iniciativa deverá atuar na qualificação do receptivo, adaptação de serviços, capacitação profissional e experiência do visitante. Atualmente, mais de 330 agências brasileiras estão aptas a receber turistas chineses.
O grupo também deverá identificar rotas e produtos com potencial nesse mercado e mapear gargalos relacionados à conectividade aérea, mobilidade e infraestrutura. Amazônia, Foz do Iguaçu (PR), Pantanal e Chapada Diamantina (BA) estão entre os destinos apontados com potencial de atração.
Promoção busca transformar fluxo em negócios
O Ministério do Turismo e a Embratur vêm ampliando ações no mercado asiático por meio da participação em feiras, relacionamento com operadores e companhias aéreas e campanhas direcionadas ao público chinês.
“A China é um mercado estratégico. Trabalhamos em diferentes frentes, combinando promoção, inteligência de mercado, relacionamento com o trade e capacitação de operadores para transformar esse interesse em viagens e transformar essas viagens em novos negócios”, conclui Bruno Reis, presidente da Embratur.













