Os brasileiros reservam mais passeios, atividades e atrações por viagem do que argentinos e mexicanos, segundo o estudo The Latin American Experiences Traveler. A pesquisa, realizada pela Arival e pela Phocuswright e encomendada pela Civitatis, ouviu 1,2 mil viajantes de lazer dos três países no primeiro semestre deste ano.
Na última viagem, cada brasileiro entrevistado reservou, em média, 4,4 atrações, 4,4 atividades e 3,1 passeios guiados. O Brasil apresentou o maior volume entre os mercados pesquisados, enquanto o México registrou os maiores gastos médios por experiência.
O comportamento acompanha uma frequência maior de viagens. Quase 30% dos brasileiros pesquisados realizam quatro ou mais viagens de lazer por ano, ante 21% dos argentinos e 19% dos mexicanos. A permanência média entre os brasileiros é de oito noites, com gasto médio de US$ 2.699 por pessoa por viagem.
“Ele viaja mais vezes, fica mais dias e chega ao destino com um roteiro montado. Isso muda a maneira como destinos e operadores precisam se apresentar”, afirma Alexandre Oliveira, country manager da Civitatis no Brasil.
Experiências influenciam escolha do destino
Entre os latino-americanos pesquisados, seis em cada dez consideram as experiências muito ou extremamente importantes na escolha do destino. A participação nesses produtos também é elevada: 96% visitaram ao menos uma atração, 87% fizeram algum passeio guiado e 77% participaram de uma atividade turística.
O planejamento, porém, varia conforme o produto. Cerca de 39% das visitas a atrações são planejadas com pelo menos um mês de antecedência, enquanto essa proporção cai para 20% nos passeios guiados. Ao mesmo tempo, um terço dos viajantes reserva o passeio ou ingresso no próprio dia da atividade.
No Brasil, o gasto médio informado pela pesquisa chega a US$ 73 por passeio, US$ 74 por atividade e US$ 80 por atração. No México, os valores sobem para US$ 92, US$ 105 e US$ 116, respectivamente.
IA ganha espaço na pesquisa, mas não na compra
A inteligência artificial já faz parte do planejamento de sete em cada dez viajantes latino-americanos entrevistados. Entre os participantes de 18 a 34 anos, a proporção chega a 80%.
O ChatGPT foi citado por 43% dos viajantes, seguido pelo Google Gemini, com 35%; Google AI Overviews, com 23%; e ferramentas de IA incorporadas a sites de viagens, com 22%.
O uso, entretanto, ainda se concentra nas etapas de inspiração e pesquisa. Apenas 12% utilizaram IA para reservar experiências, enquanto 22% recorreram à tecnologia para reservar voos ou hotéis.
Na decisão de compra de passeios e atrações, amigos e familiares aparecem como fonte para 77% dos entrevistados, seguidos pelas avaliações de outros viajantes, com 67%, e agentes de viagens, com 58%. Sugestões geradas por IA foram citadas por 42%.
Entre os brasileiros, 93% consideram as avaliações de outros viajantes decisivas no momento da reserva, segundo os dados apresentados.
“A inteligência artificial resolveu a parte da inspiração, mas não resolveu a parte da confiança”, conclui Oliveira.













