FAA testa inteligência artificial para reduzir atrasos nos Estados Unidos

Sistema reúne 200 fontes de dados para antecipar congestionamentos, condições meteorológicas e restrições no espaço aéreo antes da partida dos voos

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

A Federal Aviation Administration (FAA) iniciou na região de Washington, nos Estados Unidos, os testes de uma plataforma apoiada por inteligência artificial para antecipar congestionamentos no espaço aéreo e auxiliar o planejamento dos voos. Batizada de Smart, sigla para Strategic Management of Airspace, Routes and Trajectories, a tecnologia integra dados operacionais para apoiar decisões sobre rotas e horários antes da decolagem.

Segundo a FAA, o sistema centraliza 200 fluxos de dados, incluindo condições meteorológicas, trajetórias de voo, fluxo de tráfego e métricas relacionadas às equipes de controladores. A proposta é identificar restrições com antecedência e fornecer recomendações para a gestão do espaço aéreo.

A ferramenta começou a ser utilizada de forma limitada na região de Washington em 21 de setembro. A FAA pretende analisar os resultados nos próximos meses antes de ampliar gradualmente o uso para outras regiões dos Estados Unidos.

Sistema pretende antecipar problemas antes da decolagem

Atualmente, eventos meteorológicos, excesso de demanda e limitações de capacidade podem exigir mudanças de rota e outras intervenções à medida que as condições se desenvolvem. Com o SMART, a FAA pretende ampliar o componente preditivo dessa gestão.

A plataforma permite analisar demanda, capacidade, clima e condições do espaço aéreo com horas, dias e até semanas de antecedência. A partir dessas informações, gestores podem avaliar mudanças de rota, horários e outros ajustes antes que um problema se espalhe pela malha.

Apesar do uso de inteligência artificial, o sistema não controla aeronaves nem substitui os controladores de tráfego aéreo. A FAA define o SMART como uma camada de planejamento que funciona em conjunto com os sistemas existentes. Os controladores continuam responsáveis pela separação segura das aeronaves.

A agência aponta como resultados esperados a redução de atrasos e cancelamentos, menor consumo de combustível e melhor aproveitamento da capacidade disponível. Esses benefícios, porém, ainda são objetivos do projeto e dependerão dos resultados da implantação.

Contrato envolve modernização do controle aéreo

O SMART integra um projeto contratado pela FAA com a Air Space Intelligence (ASI) em junho. A empresa também desenvolverá o Flow Management Data and Services (FMDS), plataforma que servirá como nova base tecnológica para a gestão de fluxo de tráfego aéreo.

O FMDS deverá concentrar informações utilizadas para equilibrar demanda e capacidade, enquanto o SMART usará esses dados para identificar antecipadamente potenciais congestionamentos e coordenar trajetórias e programações.

Segundo a Travel Weekly, executivos de American Airlines, Delta Air Lines, United Airlines e Southwest Airlines, além da Airlines for America, manifestaram apoio ao desenvolvimento da tecnologia e à colaboração entre a indústria e a FAA.

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