Levantamento da Prefeitura do Rio, produzido pelas secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e de Turismo (SMTUR-Rio), junto à Riotur, mostra que o turismo injetou R$ 22,5 bilhões na economia carioca de janeiro a agosto de 2026, intervalo que registrou avanço no volume de visitantes brasileiros e estrangeiros. Desse montante, os turistas nacionais concentraram 67,3% dos gastos, equivalentes a R$ 15,2 bilhões, enquanto os internacionais responderam por 32,7%, ou R$ 7,4 bilhões.
“O turismo tem um papel estratégico para o desenvolvimento econômico do Rio porque seus efeitos se espalham por toda a cidade, movimentando hotéis, restaurantes, comércio, serviços, transporte, cultura e uma cadeia extensa de fornecedores. O crescimento do número de visitantes amplia essa circulação de recursos e cria novas oportunidades para empresas e trabalhadores. Nosso desafio é continuar fortalecendo o ambiente de negócios para que esse potencial se transforme cada vez mais em geração de renda, emprego e investimentos no Rio”, afirma Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico.
As informações sobre o fluxo de visitantes brasileiros e estrangeiros são do Observatório do Turismo Carioca, plataforma de inteligência da SMTUR-Rio. Segundo os dados, a capital fluminense recebeu 8,5 milhões de turistas nos oito primeiros meses do ano: 81,2% (6,9 milhões) nacionais e 18,8% (1,6 milhão) internacionais.
“O fluxo total de turistas cresceu 5%, em relação ao mesmo período de 2025, com aumento tanto no número de visitantes nacionais como no de estrangeiros. Os dados comprovam que estamos na direção correta ao evidenciar o Rio como um destino repleto de opções de lazer, gastronomia e atividades culturais. É uma cidade única e o turismo um vetor para alavancar a economia”, afirma Daniela Maia, secretária municipal de Turismo do Rio de Janeiro.
A estimativa do impacto econômico utilizou como referência o estudo “Panorama Turístico – Turismo doméstico e internacional 2025”, do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ). Entre os brasileiros, o gasto médio considerado foi de R$ 2.206, atualizado para valores de agosto de 2026 e deflacionado pelo IPCA. Para os estrangeiros, a média adotada foi de 4.647, convertida em dólar no período do levantamento e atualizada pela taxa cambial de agosto de 2026.
Bernardo Fellows, presidente da Riotur, destacou: “Esse resultado reforça a importância do turismo para a economia do Rio e também de uma estratégia permanente de promoção da cidade. A construção de um calendário de eventos ao longo do ano é parte desse planejamento, contribuindo para a atração de visitantes, a movimentação da cadeia turística e a geração de impacto econômico para o município”.
A Prefeitura do Rio, por meio da SMDE, mantém Acordo de Cooperação Técnica com o IFec RJ para produzir estudos econômicos, inclusive sobre turismo e os temas locais.










