Montevidéu (Uruguai) – A conectividade aérea e a experiência do passageiro foram os principais temas da apresentação de Rafael Rivera, chefe de Planejamento de Aeroportos do Uruguai, e Federica Tripaldi, líder de Estratégia Comercial e Marketing da empresa, durante a capacitação do Agente Tá On na Estrada Internacional, promovida pela Azul Viagens no Uruguai, com a participação de 40 agentes de viagens brasileiros.
Os executivos destacaram o papel dos aeroportos na entrada de visitantes no país e reforçaram a importância do mercado brasileiro. Segundo Rivera, o Aeroporto Internacional de Carrasco, em Montevidéu, trabalha com 12 companhias aéreas, 17 destinos diretos e 174 frequências semanais.
A expectativa apresentada pelo executivo é de que o terminal receba 2,1 milhões de passageiros em 2026. Os brasileiros representam a segunda nacionalidade mais frequente entre os passageiros que circulam pelo aeroporto, reforçando a relevância do mercado para o turismo uruguaio.
Rivera destacou que o Uruguai mantém 52 frequências semanais conectando o país ao Brasil, com sete destinos diretos operados durante todo o ano e reforços sazonais, incluindo Fortaleza e Natal. “É muito importante contagiar, convidar e fazer chegar a todos os colegas e clientes a possibilidade de vir ao Uruguai durante todo o ano”, afirmou o executivo, ao destacar o papel dos agentes de viagens na promoção do destino.
Além de Carrasco, a rede administrada pela empresa inclui o aeroporto de Punta del Este, que recebe voos comerciais e operações privadas com maior intensidade durante o verão, e o aeroporto de Carmelo, na região de Colonia. Para Rivera, a conectividade é um dos elementos que ajudam a estimular a chegada de visitantes e a distribuir o fluxo turístico pelo país. Nesse cenário, os agentes podem contribuir para ampliar a procura pelo destino também fora da alta temporada.
“Trabalhamos na indústria dos sonhos. Por trás de uma viagem pode haver um casamento, uma lua de mel, uma escapada a dois ou uma viagem com um filho. É um prazer receber vocês”, complementou Rivera.
Tecnologia para simplificar a jornada
Outro eixo da apresentação foi o investimento em processos digitais e automatizados para tornar a passagem pelo aeroporto mais simples. Rivera explicou que a experiência do passageiro envolve uma sequência de procedimentos, desde o estacionamento e o check-in até os controles migratórios e aduaneiros, que podem gerar ansiedade e filas. “Quando conseguimos reduzir esse nível de tensão, ansiedade e estresse, o passageiro fica mais feliz”, destacou.
Entre as soluções citadas estão o check-in antecipado, o despacho de bagagem pelo próprio passageiro e o Express Pass, que permite organizar o acesso ao controle migratório conforme as condições do serviço. A proposta é reduzir etapas presenciais e tornar a circulação pelo terminal mais eficiente. Segundo Rivera, a digitalização beneficia tanto os viajantes quanto as companhias aéreas e a operação aeroportuária, ao permitir o atendimento de mais passageiros e reduzir gargalos.
Salas VIP e serviços personalizados
Na sequência, Federica Tripaldi apresentou os serviços voltados à experiência do passageiro, com destaque para a assistência na chegada. Nesse modelo, uma equipe recebe o viajante no aeroporto, auxilia na gestão da bagagem e permite que ele aproveite outros serviços enquanto os procedimentos são realizados.
A proposta pode atender passageiros corporativos, famílias com crianças e pessoas que desejam utilizar o duty free ou descansar antes de seguir para o hotel ou outro destino. A representannte explicou que o serviço pode ser contratado individualmente ou por meio de pacotes e contas corporativas, permitindo que as agências incluam a assistência na oferta aos clientes.
A executiva também apresentou a nova sala VIP de embarque, cuja reinauguração estava prevista para 19 de outubro de 2026. O espaço foi projetado para ampliar a área disponível e diversificar os serviços, incluindo oferta gastronômica adaptada aos diferentes períodos do dia, café especial, coquetéis, áreas de descanso e espaço infantil.
“Estamos duplicando os metros atuais e mudando a arquitetura, os serviços e a oferta, porque ouvimos muito nossos clientes e entendemos que havia alguns pontos que precisavam melhorar”, explicou Federica.
A oferta de serviços no aeroporto também inclui um food hall desenvolvido a partir das preferências dos passageiros. O espaço reúne diferentes propostas gastronômicas, com alternativas para quem busca refeições leves e opções vegetarianas, além de pratos tradicionais uruguaios.
Entre as marcas mencionadas está a La Pasiva, conhecida no país por preparações como o chivito e o pancho. A ideia é permitir que os passageiros tenham contato com a gastronomia local antes de embarcar, enquanto outras opções atendem a diferentes gostos e necessidades alimentares.
A acessibilidade foi outro ponto destacado por Tripaldi. O aeroporto incorporou uma tecnologia de orientação para pessoas cegas ou com baixa visão, com o objetivo de facilitar o deslocamento pelo terminal. Também foi criado um espaço de calma para pessoas com transtorno do espectro autista, ansiedade ou outras necessidades relacionadas à redução de estímulos antes do voo.
O terminal também participa do programa Sunflower, que utiliza um cordão identificador para sinalizar deficiências não aparentes e facilitar o atendimento por equipes treinadas. “Para nós, é muito importante que a experiência seja memorável para todos. Queremos que a pessoa chegue ao Brasil e diga: ‘Que boa experiência tive no aeroporto, que boa comida, que bom foi o que senti’”, afirmou a executiva.

