Passaporte brasileiro alcança 33ª posição em ranking mundial

Documento permite acesso facilitado a 163 destinos e lidera classificação sul-americana, segundo levantamento do Passport Reports

Rafael Destro
Rafael Destro
Redator - E-mail: Rafael@brasilturis.com.br

O passaporte brasileiro ocupa a 33ª posição no ranking mundial de 2026 do Passport Reports, com pontuação de mobilidade de 163 e acesso facilitado a 82,3% dos destinos avaliados. O levantamento analisa documentos de 199 países e coloca o Brasil na liderança entre os 12 países da América do Sul incluídos na comparação.

Do total de destinos considerados, 109 permitem a entrada de brasileiros sem visto, enquanto 44 oferecem visto na chegada ou outras modalidades de ingresso simplificado. Outros dez exigem autorização eletrônica de viagem. A soma dessas categorias resulta na pontuação de mobilidade de 163. Em contrapartida, 35 destinos exigem visto, entre eles Estados Unidos e Canadá.

Liderança na América do Sul e acesso à Europa

Na comparação regional, o Brasil ocupa o primeiro lugar entre os 12 países sul-americanos analisados. Segundo o relatório, os cidadãos brasileiros têm acesso sem visto aos outros 11 países da região. Entre os exemplos apresentados, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai permitem permanência de até 90 dias, enquanto Peru e Suriname admitem estadias de até 180 dias.

Na Europa, o passaporte brasileiro também apresenta cobertura de acesso facilitado a todos os 47 destinos incluídos no levantamento. Desse total, 46 permitem entrada sem visto, enquanto o Reino Unido exige autorização eletrônica de viagem, com permanência indicada de até 180 dias. Portugal, Espanha e França estão entre os países que dispensam visto para estadias de até 90 dias.

No Caribe, o índice igualmente chega a 100% dos destinos avaliados. A distribuição inclui 14 países ou territórios com entrada sem visto, um que exige autorização eletrônica de viagem e outro com visto na chegada ou modalidade simplificada de ingresso. As condições variam conforme o destino e o procedimento adotado.

Diferenças de acesso entre regiões

O levantamento aponta variações na cobertura de acesso facilitado conforme a região. Na América do Norte, o percentual é de 91,3%, seguido pela Oceania, com 85,7%, Ásia, com 72%, e África, com 68,5%. Nos agrupamentos específicos do Golfo e do Oriente Médio, os índices são de 66,7% e 70,6%, respectivamente.

Os percentuais consideram destinos com entrada sem visto, visto na chegada ou outros procedimentos simplificados e autorização eletrônica de viagem. A classificação, portanto, reúne diferentes modalidades de acesso e não significa que os viajantes estejam dispensados de todas as formalidades de entrada.

Entre os exemplos citados pelo Passport Reports, a China permite a entrada de brasileiros sem visto por até 30 dias, enquanto Japão e Emirados Árabes Unidos admitem permanência de até 90 dias nessa categoria. Já Coreia do Sul e México aparecem entre os destinos que exigem autorização eletrônica de viagem, com períodos indicados de 90 e 180 dias, respectivamente.

O relatório também registra procedimentos adicionais em determinados destinos. Costa do Marfim e Seychelles, por exemplo, aparecem na categoria de autorização eletrônica de viagem, com exigências de pré-cadastro ou registro turístico e referência a permanência de até 90 dias.

Entre os 44 destinos classificados como visto na chegada ou ingresso simplificado, as condições também variam. Índia e Laos aparecem com possibilidade adicional de visto eletrônico e permanência indicada de até 30 dias. Papua-Nova Guiné, por sua vez, consta com modalidade eletrônica de visitante e prazo de 60 dias.

Brasil em rankings internacionais

A posição brasileira também se destaca nas comparações por blocos e organizações internacionais. O país ocupa o primeiro lugar entre os 33 integrantes da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e entre os cinco membros do Mercosul considerados no estudo.

No Brics, o Brasil aparece em segundo lugar entre 11 países. No G20, ocupa a décima posição entre 19 integrantes comparados. O levantamento também coloca o documento brasileiro em quarto lugar entre 132 países do G77 e em segundo entre dez países agrupados pelo idioma oficial português.

O relatório apresenta ainda uma classificação distinta para a receptividade do Brasil a portadores de passaportes estrangeiros. Nesse indicador, o país ocupa a 80ª posição entre 199 nações. A avaliação considera as regras de entrada de visitantes no território brasileiro, enquanto o ranking de mobilidade mede as possibilidades de viagem dos cidadãos brasileiros ao exterior.

Na análise de reciprocidade, o levantamento não identifica países cujos cidadãos tenham acesso facilitado ao Brasil e que, simultaneamente, exijam visto de brasileiros. Angola, Índia e Laos aparecem na situação inversa: seus cidadãos precisam de visto para entrar no território brasileiro, enquanto brasileiros contam com entrada sem visto ou modalidades simplificadas nesses destinos, conforme as categorias registradas na base.

Atualização e critérios do ranking

O histórico do Passport Reports registra que o passaporte brasileiro subiu da 34ª para a 33ª posição mundial em 20 de setembro de 2026. Na mesma data, o Laos passou a ser classificado na modalidade de visto na chegada para brasileiros, em substituição à exigência de visto prévio.

A metodologia do levantamento utiliza a pontuação de mobilidade, calculada pela soma dos destinos com entrada sem visto, daqueles que permitem visto na chegada ou outras formas de ingresso simplificado e dos que exigem autorização eletrônica de viagem.

Em caso de empate, o ranking considera primeiro o número de destinos com entrada sem visto. Se a igualdade persistir, são avaliadas, nessa ordem, a quantidade de destinos com autorização eletrônica de viagem e a de países com visto na chegada ou ingresso simplificado. Quando os quatro indicadores são idênticos, os passaportes compartilham a mesma posição.

Como diferentes índices podem adotar critérios, agrupamentos e regras de desempate distintos, os resultados nem sempre coincidem. A metodologia declarada pelo Passport Reports busca padronizar a comparação entre documentos e explicitar os parâmetros utilizados na classificação.

LEIA MAIS NOTÍCIAS

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem, 
necessariamente, a opinião deste jornal

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

MAIS LIDAS

NEWSLETTER

    AGENDA 2026

    Festuris

    REDES SOCIAIS

    PARCEIROS