Cataratas do Iguaçu adotam protocolo de segurança e retiram grades de passarela durante cheia

Medida preventiva busca garantir o fluxo das águas do Rio Iguaçu, que atingiu 11,8 milhões de litros por segundo; equipes monitoram a vazão a cada hora

Maurício Herschander
Maurício Herschander
Repórter - E-mail: mauricio@brasilturis.com.br

O Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR), colocou em prática seu protocolo de segurança diante da elevação do nível do Rio Iguaçu, provocada pelas chuvas que atingiram o Paraná nos últimos dias. Nesta terça-feira (13), a vazão chegou a 10,5 milhões de litros por segundo, após alcançar um pico de 11,8 milhões na manhã de segunda-feira (12), o maior volume registrado em 2026. Entre as medidas adotadas está a retirada preventiva das grades da passarela das Cataratas, procedimento destinado a permitir a passagem da água e reduzir os riscos à estrutura.

A Urbia+Cataratas, concessionária responsável pela visitação turística do parque, mantém procedimentos específicos para períodos de cheia. Além da interdição da passarela, em vigor desde domingo (11), as equipes determinaram o fechamento preventivo do Circuito São João e do Espaço Usina na segunda-feira (12). O mobiliário deste último foi removido para evitar danos materiais. A Trilha das Cataratas continua aberta ao público, embora o mirante inferior do Espaço Naipi permaneça inacessível.

A previsão de que a vazão possa alcançar 13 milhões de litros por segundo nas próximas horas exige atenção permanente das equipes operacionais e de segurança, especialmente dos bombeiros civis. O acompanhamento do comportamento do rio orienta tanto as restrições de acesso quanto a execução dos procedimentos destinados à proteção dos visitantes e das instalações.

Como funciona o protocolo de segurança

O monitoramento da vazão ocorre diariamente, mas passa a ser realizado em intervalos de uma hora quando o volume de água apresenta elevação significativa. A frequência das medições permite identificar mudanças no comportamento do rio e antecipar decisões operacionais.

A interdição da passarela das Cataratas é determinada quando a vazão ultrapassa 8,5 milhões de litros por segundo e mantém tendência de crescimento. A restrição tem caráter preventivo e busca impedir a circulação de visitantes em condições consideradas inadequadas.

Já a retirada das grades ocorre quando o volume de água se encontra entre 9 milhões e 12 milhões de litros por segundo, também com tendência de alta. A medida permite maior fluidez da correnteza e procura evitar que a pressão da água comprometa os componentes da estrutura.

Para a reabertura da passarela, o protocolo estabelece como referência a vazão de 8,5 milhões de litros por segundo, além de uma avaliação das condições de segurança pelas equipes técnicas. A liberação depende ainda da autorização de um engenheiro especializado.

Áreas com acesso restrito

Além da passarela das Cataratas, permanecem interditados o mirante inferior do Espaço Naipi, o Circuito São João, o Espaço Usina, o Caminho do Poço Preto e a Trilha da Canafístula. O Caminho das Bananeiras também está fechado, mas por motivo de obras.

A Trilha das Cataratas segue disponível para visitação. A concessionária mantém o acompanhamento das condições do Rio Iguaçu para orientar eventuais alterações nas áreas acessíveis ao público, conforme a evolução da cheia e as avaliações de segurança.

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