A AmaWaterways planeja ampliar sua frota para mais de 50 navios fluviais até 2032, com novas embarcações previstas para rios da Europa, do Egito e do Sudeste Asiático. Entre os principais projetos está o AmaRudi, navio de largura dupla que deverá entrar em operação em 2027, com capacidade para 196 hóspedes e itinerários dedicados ao Danúbio.
Segundo o portal Krooze, a estratégia contempla encomendas até 2028, a ampliação da presença em mercados fora da Europa e o desenvolvimento de operações em destinos como o rio Nilo, no Egito, e o Mekong, no Sudeste Asiático.
“Temos planos para expandir de forma ponderada para novos mercados fora da Europa e, no início deste ano, anunciamos nossos planos de operar mais de 50 navios até 2032”, afirma Catherine Powell, CEO da AmaWaterways, em entrevista à Cruise Industry News para o relatório European River Market Report 2027.
AmaRudi terá espaços de convivência ampliados
Previsto para 2027, o AmaRudi será o segundo navio de largura dupla da companhia, depois do AmaMagna. A embarcação terá 98 cabines e capacidade para 196 passageiros. O nome homenageia Rudi Schreiner, cofundador e presidente da AmaWaterways, e será o primeiro da frota batizado em homenagem a um homem.
A proposta é aproveitar a largura adicional para ampliar as áreas comuns, sem priorizar o aumento do número de cabines. O projeto prevê mais opções gastronômicas, instalações de bem-estar, espaços de lazer e áreas destinadas a encontros sociais. Entre os diferenciais anunciados estão uma área dedicada ao entretenimento e uma quadra oficial de pickleball no terraço.
Por conta de suas dimensões, o AmaRudi será dedicado ao rio Danúbio. A escolha considera as condições de navegação e a relevância do destino para o mercado de cruzeiros fluviais europeu.
Novas embarcações até 2028
A carteira de expansão da AmaWaterways inclui navios previstos até 2028, distribuídos entre diferentes regiões e rios. Além do crescimento na Europa, a companhia pretende ampliar as operações no Egito e no Mekong.
Entre as embarcações previstas estão:
- AmaNubia: estreia prevista no rio Nilo, no Egito, com 38 cabines.
- AmaCleo: novo navio destinado à operação no Egito.
- AmaMaya: previsto para 2027 no rio Mekong, com 60 cabines.
- AmaFiora: previsto para 2027 no rio Reno, com 76 cabines.
- AmaMaria: previsto para 2028 no Danúbio.
- AmaGaia: previsto para 2028 no rio Douro, em Portugal.
A empresa também pretende ampliar sua presença em destinos como Chobe, na África, e o rio Magdalena, na Colômbia. Apesar da diversificação geográfica, a Europa seguirá como principal mercado operacional da companhia.
Temporada fluvial mais extensa
A expansão também envolve mudanças no calendário de viagens. A AmaWaterways adicionou saídas em fevereiro em alguns itinerários pelo Reno e pelo Danúbio e estendeu a temporada em Portugal até dezembro. A programação inclui viagens durante as festas de fim de ano e o período do Ano-Novo.
A América do Norte permanece como o principal mercado emissor de passageiros. Segundo Catherine Powell, a companhia também registra crescimento no Reino Unido e na Austrália, além de mudanças no perfil dos hóspedes. Entre as tendências estão o aumento da participação de passageiros que fazem um cruzeiro fluvial pela primeira vez, viajantes mais jovens, grupos de diferentes gerações e pessoas que viajam sozinhas.
Alternativas para reduzir a congestão
Diante da concentração de embarcações em alguns portos europeus, a AmaWaterways busca alternativas para organizar as operações e reduzir a pressão sobre destinos movimentados. Um exemplo é o uso de Zaandam, nos Países Baixos, como alternativa à atracação no centro de Amsterdã.
“É um trajeto curto para os nossos hóspedes, mas ajuda a reduzir o congestionamento, ao mesmo tempo que os apresenta a um destino que talvez não tivessem a oportunidade de conhecer de outra forma”, afirma.
Mesmo com os planos de crescimento, a companhia mantém o foco na experiência dos passageiros e no atendimento a bordo. Ao comentar a importância das equipes para a qualidade das viagens, Powell conclui: “Os navios não criam viagens inesquecíveis. As pessoas, sim”.

