Itapemirim: ideia é voltar a operar em 8 capitais, segundo novo dono

Comprada pela Baufaker Consulting, fintech comandada por Galeb Baufaker Júnior, a Itapemirim Transportes Aéreos está com operações suspensas desde 17 de dezembro

Itapemirim
(Foto: Divulgação/Itapemirim)

A compra da Itapemirim Transportes Aéreos (ITA) pela Baufaker Consulting continua a apresentar desdobramentos. A negociação de R$ 400 milhões, que inclui o Ita Bank, ganhou um novo capítulo, após Galeb Baufaker Júnior, novo proprietário da aérea, afirmar que quer atuar em oito capitais.

Em entrevista ao Uol, o empresário citou que os processos para a compra estão em fases de conclusão e, da mesma forma, o retorno às operações. O número de destinados citados representa quase toda a malha aérea antiga da Itapemirim, que chegou a atender 11 cidades brasileiras.

Para voltar a voar, Baufaker terá a disposição cinco aeronaves, faltando assim a reativação do Certificado de Operador Aéreo (Coa). O documento da Itapemirim foi suspenso pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que ocasionou a paralisação dos voos desde 17 de dezembro.

“O que manteve a Itapemirim Transportes Aéreos funcionando até o momento da parada brusca foi a capacitação e qualidade dos seus profissionais”, afirmou o executivo.

Compra da Itapemirim

Apesar de ainda nebulosa, a aquisição da Itapemirim Transportes Aéreos e da Ita Bank, envolvida no pacote com a companhia aérea, foi desmistificada por Baufaker.

Dentro do valor citado acima, correspondente às duas empresas, R$ 180 milhões são para pagamento de dívidas, além de R$ 220 milhões se voltarem a investimentos e capital de giro. A procedência do aporte, segundo o executivo, vem de fundos creditórios e investidores.

Além disso, a volta da operação da Itapemirim será mais difícil que o aparente. Em primeira instância, ambas empresas compradas serão desfiliadas do Grupo Itapemirim, além das dívidas terem de ser quitadas. Somente a Ita, de acordo com último balanço, em janeiro, teria acumilado R$ 34 milhões em dívidas.

“O legado, se ele é bem construído, não acaba. Todos os problemas podem acontecer, mas é ‘A Itapemirim'”, citou Baufaker ao Uol.

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