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Agência de viagens do RS é investigada por suspeita de golpe que pode ultrapassar R$1 milhão

Clientes relatam cancelamentos de pacotes às vésperas das viagens; prejuízo pode ultrapassar R$ 1 milhão

Rafael Destro
Rafael Destro
Redator - E-mail: Rafael@brasilturis.com.br

Uma agência de turismo de Marau, no Norte do Rio Grande do Sul, é investigada por suspeita de aplicar um golpe em mais de 100 clientes da região. A Personalize Viagens e Turismo é alvo de inquéritos instaurados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MP), após denúncias de consumidores que tiveram pacotes de viagem cancelados sem aviso prévio e sem retorno por parte da empresa.

O prejuízo total estimado pode ultrapassar R$ 1 milhão. Segundo relatos, os pacotes contratados incluíam passagens aéreas, hospedagem e transporte. No entanto, às vésperas das viagens, a agência deixava de responder aos clientes e cancelava reuniões de pré-embarque, interrompendo qualquer tipo de assistência.

Até o momento, a Polícia Civil contabiliza cerca de 30 ocorrências formais, enquanto um grupo de consumidores já reúne mais de 100 denúncias contra a empresa. Em um dos casos, o pai de uma cliente conseguiu realizar a viagem, mas teria tido seus dados utilizados para a contração de dívidas que somam mais de R$ 20 mil.

O estudante de medicina João Marcelo Fioravanço Ferreira relatou ao G1 que planejou um cruzeiro por cerca de um ano. “Tínhamos uma viagem marcada para agora no final do mês. Mais ou menos uma semana atrás, a gente começou a pedir maiores orientações, e eles sempre tinham respostas evasivas. A gente está nessa luta para ver se vai conseguir algum valor ou que haja alguma punição”, desabafa.

A frustração também atinge o estudante de direito Luiz Eduardo Alerico, que organizava a viagem com familiares e amigos.”É complicado, você faz horas e horas no trabalho para pegar folga, compra roupa, se organiza, e aí do dia para a noite você vê que toda aquela mobilização e o dinheiro investido simplesmente não vão ter retorno nenhum”, lamenta.

Além do inquérito criminal, o Ministério Público instaurou um inquérito civil para apurar possível lesão coletiva aos consumidores. O órgão orienta que os clientes lesados registrem reclamação no Procon, apresentem boletim de ocorrência e procurem a Promotoria de Justiça para inclusão no procedimento.

Procurada, a Personalize Viagens e Turismo informou que não irá se manifestar no momento e que realiza um levantamento interno das informações relacionadas ao caso.

Na defesa das vítimas, Wellinton Gnoatto, Gnoatto & Maschio Advogados, informou:
“Na condição de representante de vítimas do caso, informamos que houve a devida habilitação nas investigações em curso, com acompanhamento direto dos atos investigatórios relativos à conduta criminosa apurada. A intenção, neste momento, é garantir que as vítimas sejam integralmente ressarcidas, bem como buscar a devida punição dos responsáveis pela empresa investigada.”

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