São Paulo (SP) – A estratégia do Lacte 2026 vai além dos números. A edição deste ano foi construída sobre quatro pilares que, segundo a organização, devem nortear o mercado de eventos nos próximos anos: energia, ideias disruptivas, integração entre vida pessoal e profissional e presença real.
“O nosso mercado precisa de energia para fazer muita coisa. A gente quis trazer isso já na abertura, com o coffee party e as performances que simbolizam o que fazemos todos os dias”, celebra Luana Nogueira, diretora executiva da Alagev.
A cenografia e as apresentações artísticas, que contou equilibristas, malabaristas e contorcionistas, foram pensadas como metáfora da rotina do setor. “Aquelas caixas poderiam ter nomes: briefing mal feito, falta de budget, urgência, chuva, imprevistos. A gente equilibra tudo isso todos os dias”, cita.
O line-up também reforçou essa proposta, trazendo nomes como Denise Fraga, Emicida, Gabriela Prioli e Astrid Fontenelle para provocar reflexão sobre carreira, saúde mental, longevidade profissional e reinvenção após os 40 anos. “O cuidado com o ser humano agora é crucial. Negócios são movidos 100% por pessoas”, relembra.
Outro eixo estratégico é a personalização da experiência e o retorno imediato sobre investimento para patrocinadores. “O Lacte é um evento de ROI imediato. O patrocinador precisa ver valor e o participante também”, destaca Luana.
A organização também reforçou critérios rigorosos de curadoria, incluindo restrições a brindes e materiais promocionais que não estejam alinhados com práticas sustentáveis. “Folheteria não é brinde. Se queremos falar de ESG, precisamos praticar ESG”, complementa, deixando claro sobre o contínuo trabalho no nicho.

