O turismo internacional começou 2026 em alta e movimentou US$ 731 milhões na economia brasileira apenas em janeiro, o equivalente a mais de R$ 3,7 bilhões. O resultado é o terceiro maior da série histórica para o período e confirma o bom momento do setor no País. Os dados foram divulgados pelo Banco Central do Brasil nesta terça-feira (24).
O montante supera, inclusive, receitas obtidas com produtos tradicionais da pauta de exportação brasileira. No mesmo período, o Brasil arrecadou US$ 489 milhões com a exportação de algodão e US$ 728 milhões com açúcar, números inferiores ao desempenho do turismo internacional.
Além da geração de divisas, o País registrou 1.401.476 chegadas internacionais nos primeiros 31 dias do ano, reforçando a atratividade dos destinos brasileiros em mercados estratégicos e de alta competitividade.
Para Marcelo Freixo, presidente da Embratur, o turismo tem papel estruturante na economia nacional. “O turismo é um vetor de desenvolvimento inclusivo. Estes recursos que chegam através do visitante estrangeiro ficam no comércio local, com a pousada, o taxista, o motorista de aplicativo, o vendedor de mate na praia”, destaca.
Freixo ressalta ainda a capilaridade do setor. “mais de 95% dos negócios do turismo brasileiro são micro e pequenas empresas, a maioria liderada por mulheres”. “Isso significa mais recursos, oportunidades, emprego e renda em todo o país”, acrescenta Freixo.
Chegadas internacionais em alta
A Argentina lidera o ranking de emissores, com 741.827 visitantes em janeiro, seguida por Paraguai (112.698), Chile (112.673) e Uruguai (79.055). Entre os mercados de longa distância, destacam-se Estados Unidos (56.891), Portugal (28.678), Alemanha (21.446), França (20.337), Itália (18.595) e Reino Unido (18.245).
Também houve crescimento relevante em países como China, Colômbia, Peru, México, Espanha e França, consolidando a estratégia de diversificação de mercados e promoção internacional do Brasil.
Com participação estimada em cerca de 8% do PIB nacional, o turismo internacional reafirma sua relevância como gerador de renda, empregos e oportunidades, especialmente para micro e pequenas empresas espalhadas por todas as regiões do País.

