A escalada do conflito no Oriente Médio provocou o maior caos aéreo desde a pandemia, com mais de 7.500 voos cancelados em três dias. Segundo dados compilados por plataformas de monitoramento e consultorias do setor, 7.511 decolagens foram suspensas desde sábado (28), quando começaram os ataques envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
Somente nesta segunda-feira (2), ao menos 1.555 voos foram cancelados na região. No sábado, quase 2.800 partidas foram interrompidas, enquanto no domingo (1) outras 3.156 foram suspensas. Os números consideram registros até as 10h no horário local e podem ser superiores, devido à dificuldade de acesso a dados operacionais do Irã e dos Emirados Árabes Unidos.
O fechamento do espaço aéreo em diversos países do Golfo afetou hubs estratégicos como Dubai, considerado um dos principais centros de conexão global. A autoridade de aviação civil dos Emirados informou que mais de 20 mil passageiros foram impactados pelas interrupções.
Companhias suspendem operações
A Emirates havia suspendido operações regulares de e para Dubai até as 15h de terça-feira, no horário local, e alertou para possíveis interrupções adicionais até quinta-feira (5) – mas já retomou voos em quantidade limitada, assim como a Etihad Airways. Já a Qatar Airways confirmou a suspensão de voos de e para Doha devido ao fechamento do espaço aéreo do Catar.
As restrições se espalharam pela Ásia. A Cathay Pacific cancelou parte dos serviços ao Oriente Médio até quinta-feira, enquanto a IndiGo prolongou suspensões até terça-feira.
O impacto imediato refletiu nos mercados financeiros. As ações da Lufthansa chegaram a cair 11%, enquanto a International Airlines Group recuou até 13%. A Air France-KLM perdeu cerca de 10% nas primeiras horas do pregão.
Empresas do setor de turismo também registraram perdas. A operadora TUI caiu 8,5%, enquanto a Accor e a Carnival Corporation enfrentaram forte pressão.
Com dezenas de milhares de passageiros retidos em uma região que funciona como elo entre Europa, Ásia, África e Américas, analistas apontam que uma paralisação dessa magnitude não tem precedentes recentes.
Vale lembrar que o governo de Abu Dhabi anunciou que irá custear a hospedagem de turistas impedidos de deixar o emirado em razão das restrições aéreas provocadas pela escalada do conflito no Oriente Médio








