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Conflito entre EUA, Israel e Irã impacta viagens ao Oriente Médio em março

Escalada geopolítica fecha espaços aéreos, suspende voos e exige monitoramento constante de passageiros e empresas

Rafael Destro
Rafael Destro
Redator - E-mail: Rafael@brasilturis.com.br

A escalada das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã já provoca reflexos diretos no tráfego aéreo internacional. Países do Oriente Médio operam com espaço aéreo fechado ou sob restrições, enquanto companhias aéreas anunciam suspensões, remarcações e políticas especiais para passageiros impactados.

Diante do cenário, a Biosfera Copastur, empresa com mais de 50 anos em gestão de viagens e eventos corporativos na América Latina, consolidou as principais atuações das companhias que operam na região e reforça a importância de acompanhamento contínuo, tanto para pessoas físicas quanto para empresas com colaboradores em deslocamento internacional.

Medidas anunciadas pelas companhias aéreas (atualizadas em 03/03)

  • Emirates: retomada parcial das operações. Voos seguem cancelados para Iraque, Jordânia, Líbano e Irã. Previsão de normalização total ainda indefinida.
  • Qatar Airways: hub de Doha permanece fechado; companhia com operações totalmente suspensas. Retomada condicionada à reabertura do espaço aéreo.
  • Turkish Airlines: suspensão estendida para Irã, Iraque, Síria, Líbano e Jordânia até 06/03/2026.
  • Etihad Airways: todos os voos comerciais de/para Abu Dhabi suspensos até 05/03/2026.
  • flydubai: retomada parcial desde 03/03; seguem cancelados voos para Irã, Iraque, Jordânia e Líbano.
  • Lufthansa Group: suspensões para Tel Aviv, Beirute, Amã, Dubai, Erbil, Dammam e Teerã até 08/03/2026.
  • Air France/KLM: voos suspensos para Tel Aviv, Beirute, Dubai, Riyadh e Dammam entre 05/03 e 09/03/2026.
  • British Airways: voos suspensos para Abu Dhabi, Amã, Doha, Dubai, Tel Aviv e Larnaca até 15/03/2026.
  • El Al: operações impactadas com fechamento do Aeroporto Ben Gurion; novas reservas suspensas até 21/03/2026.
  • Air Arabia: voos suspensos para EAU até 03/03; Jordânia, Líbano, Síria e Iraque suspensos até 04/03.

Edmar Mendoza, CEO da Biosfera Copastur, alerta para a complexidade do momento. “Estamos diante de um cenário geopolítico que impacta diretamente a mobilidade global. Não se trata apenas de cancelamentos pontuais, mas de um ambiente dinâmico, que pode mudar ao longo do dia. Por isso, monitoramento constante e comunicação ativa são fundamentais.”

Em viagens pessoais ou corporativas organizadas por agências, o executivo orienta a manutenção de contato permanente com a empresa gestora. “São em momentos críticos como esse, que todo custo ou expectativa relacionado a uma viagem pode rapidamente se converter em prejuízo ou frustração, que ter o acompanhamento de uma equipe profissional faz a diferença“, reforça o executivo.

Direitos garantidos aos passageiros

A Biosfera Copastur destaca que, em situações de cancelamento ou suspensão, os passageiros têm direito a:

  • Reembolso integral (tarifas + taxas);
  • Remarcação sem custo adicional;
  • Assistência material, como alimentação, hospedagem e comunicação;
  • Reacomodação em outra companhia aérea, quando aplicável.

“Muitos passageiros não sabem que, em situações como essa, têm direito à remarcação sem custo ou ao reembolso total. Nosso papel é assegurar que esses direitos sejam respeitados e que o cliente tenha clareza sobre as alternativas disponíveis”, afirma Mendoza.

Mendoza acrescenta que as equipes da companhia atuam em regime de plantão permanente. “Nossos consultores estão atuando 24 horas por dia, 7 dias por semana, em contato direto com clientes impactados. Enviamos comunicados frequentes com atualizações do cenário e orientamos que nenhum passageiro se dirija ao aeroporto sem confirmação prévia sobre o status do voo. Em momentos de instabilidade internacional, o suporte especializado faz toda a diferença”.

Para a empresa, o contexto atual reforça a necessidade de gestão estratégica de viagens corporativas alinhada à análise de risco global. “Esse tipo de evento mostra como a gestão estratégica de viagens corporativas precisa estar integrada à análise de risco global. A mobilidade executiva hoje depende de inteligência, agilidade e acompanhamento contínuo”, conclui o CEO.

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