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Operadoras observam vida animal durante famtrip na Patagônia

Programação incluiu visita a um dos maiores santuários de pinguim-de-magalhães da América do Sul e experiência rural na Estancia Olga Teresa

Rafael Destro
Rafael Destro
Redator - E-mail: Rafael@brasilturis.com.br

Punta Arenas (CL) – Dando sequência à programação do Famtour Punta Arenas – Porta de Entrada da Antártica, os participantes da famtrip realizaram, nesta terça-feira (10), uma das experiências naturais mais emblemáticas da região de Magallanes: a visita à Ilha Magdalena, conhecida por abrigar uma das maiores colônias de pinguim-de-magalhães da América do Sul.

Localizada no Estreito de Magalhães, a ilha integra o Monumento Natural Los Pingüinos, área protegida criada para preservar o habitat dessas aves marinhas. Durante o desembarque, os operadores brasileiros percorreram trilhas que atravessam a colônia, permitindo observar de perto os animais pretos e brancos. A Isla Magdalena abriga uma colônia com mais de 60 mil pinguins-de-magalhães, que retornam à ilha durante a temporada reprodutiva, entre a primavera e o verão austral, para o período de nidificação.

Além da colônia, a ilha também abriga um farol histórico construído no início do século XX, considerado um dos marcos da navegação no Estreito de Magalhães.

Pinguim-de-magalhães. Foto: Rafael Destro/Brasilturis
Pinguim-de-magalhães. Foto: Rafael Destro/Brasilturis

Após a experiência na ilha, o grupo seguiu para o interior da Península de Brunswick para conhecer a Estancia Olga Teresa, propriedade rural tradicional da região. As estâncias fazem parte da história econômica da Patagônia desde o final do século XIX, período em que a criação de ovelhas impulsionou o desenvolvimento da região austral chilena.

Na propriedade, os participantes tiveram contato com o ambiente rural típico da Patagônia, podendo ver cavalos e lã recém retirada das ovelhas e participaram de um almoço com pratos tradicionais da culinária local, com destaque para o cordeiro.

A programação seguiu até o Cerro Palomares, área localizada dentro da propriedade e reconhecida como um dos principais pontos de observação do condor-andino na região. O local é considerado o maior poleiro de condores da Patagônia chilena, com registros de mais de 200 indivíduos utilizando as falésias como abrigo natural.

As formações rochosas do cerro funcionam como refúgio para essas aves, enquanto as correntes de ar ascendentes criadas pela geografia da região permitem que os condores deslizem pelo céu quase sem bater as asas. Com envergadura que pode ultrapassar três metros, o condor-andino é uma das maiores aves voadoras do planeta e um dos símbolos da vida selvagem da América do Sul.

Observação de Condor-andino. Foto: Rafael Destro/Brasilturis
Observação de Condor-andino. Foto: Rafael Destro/Brasilturis

Segundo o guia local que acompanhou o grupo na observação, o comportamento da espécie está diretamente ligado à forma como conserva energia para sobreviver em ambientes extremos. “O condor é uma ave muito pesada, podendo chegar a cerca de 15 quilos. Por isso, ele aproveita as correntes de vento para voar sem gastar energia e pode alcançar grandes altitudes, superiores a 7 mil metros”, explicou.

O especialista também destacou o papel do animal no equilíbrio ambiental da região. “O condor é um animal necrófago, que se alimenta de carcaças de animais mortos. Ele pode consumir vários quilos de carne de uma vez e passar semanas sem se alimentar, o que faz parte da estratégia natural da espécie para sobreviver”, afirmou o guia local.

A experiência integrou o roteiro do famtour organizado pela Once Travel Network em parceria com a Austro Chile e com apoio da Sernatur Chile.

 

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