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“Ninguém cresce sozinho”, diz Maroja sobre 40 anos do Solar Porto de Galinhas

Hotel completa 40 anos em Porto de Galinhas com foco no trade, modernização contínua e protagonismo na construção do destino turístico

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

O Solar Porto de Galinhas completou 40 anos de operação consolidando uma trajetória diretamente ligada ao desenvolvimento do destino e à construção de uma relação estratégica com o trade turístico. Em entrevista ao Brasilturis, Otaviano Maroja, filho de Artur Maroja, idealizador e fundador do empreedimento, além de ser um dos gestores do empreendimento, relembra os desafios iniciais e destaca os pilares que sustentam a operação até hoje, com foco em distribuição, qualidade e evolução constante.

Inaugurado em 1986, o hotel surgiu em um momento em que Porto de Galinhas ainda não era um destino estruturado. Segundo Maroja, a região sequer contava com hospedagem e era vista como um passeio no estilo “bate e volta”.

“Não existia nenhuma hospedagem em Porto de Galinhas. Era um passeio de um dia para quem estava em Recife. Meu pai, Artur Maroja, identificou essa oportunidade e decidiu construir o hotel”, relembra.

A relação com operadoras e agentes de viagens foi determinante para a consolidação do destino e do próprio hotel. De acordo com Otaviano Maroja, no início havia dificuldade de comercialização devido à falta de conhecimento do mercado sobre a região.

“Os operadores não sabiam nem onde ficava Porto de Galinhas. A gente precisava levar mapa para explicar. E não conseguíamos vender porque não tínhamos volume para bloqueio”, afirma.

O cenário começou a mudar a partir de uma atuação conjunta entre hoteleiros, companhias aéreas e agentes de viagens, especialmente após a crise da cólera, no início dos anos 1990, que impactou diretamente a demanda turística. A resposta veio com ações coordenadas de capacitação e promoção.

“Começamos a viajar pelo Brasil convidando agentes para conhecer o destino. Foi um ano inteiro de capacitação e famtours. Isso estruturou Porto de Galinhas como produto turístico”, explica.

Esse movimento deu origem a um modelo de associativismo que se mantém até hoje e é apontado como um dos diferenciais competitivos do destino.

“A gente entendeu que quem vende Porto de Galinhas é o agente de viagens. Então sempre investimos nessa relação”, frisa maroja sobre a relação com o trade.

Evolução constante e posicionamento

Ao longo das quatro décadas, o Solar Porto de Galinhas passou por sucessivas modernizações, acompanhando as mudanças no perfil do viajante e a evolução da hotelaria. Atualmente com 140 apartamentos, o hotel mantém foco no público familiar e na experiência de lazer.

“A gente sempre buscou melhorar o produto em vez de competir por preço. Foi isso que elevou o padrão do destino”, destaca Maroja.

Segundo ele, a atualização constante é parte essencial da operação. “Todo dia tem manutenção, troca de equipamentos, melhorias. Hotel não pode parar no tempo. O que era diferencial ontem hoje é básico”, afirma.

A estratégia também se reflete na expansão do grupo, que passou a investir em novos empreendimentos, como o Vivá Porto de Galinhas, com proposta mais ampla em termos de estrutura.

Porto de Galinhas como destino consolidado

Para Maroja, o crescimento do destino está diretamente ligado à integração entre os diferentes elos da cadeia turística. Hoje, Porto de Galinhas gera cerca de 30 mil empregos diretos ligados ao turismo e mantém forte dependência do mercado nacional, responsável por cerca de 80% da demanda.

“A união do trade foi fundamental. Aqui ninguém cresce sozinho. Quando o destino cresce, todo mundo cresce junto”, afirma.

Segmentação e fortalecimento do portfólio

A expansão do grupo no destino ganhou um marco em 2012, com a inauguração do Vivá Porto de Galinhas. Maroja explica que o hotel surgiu como resposta ao crescimento da demanda e à necessidade de diversificação da oferta, após décadas de consolidação do Solar Porto de Galinhas.

Segundo Otaviano Maroja, o Vivá foi planejado a partir de uma leitura estratégica do mercado, que já indicava mudanças no perfil do viajante e aumento no volume de turistas na região. “O destino cresceu, o cliente mudou e começou a demandar estruturas maiores e experiências diferentes. O Vivá nasce dentro desse contexto”, explica.

Enquanto o Solar mantém um posicionamento mais tradicional e forte apelo familiar, o Vivá foi estruturado para atender a um perfil complementar de viajante, com novas demandas de experiência, infraestrutura e serviços.

“O Vivá não veio para substituir o Solar, mas para somar. São propostas diferentes, que atendem públicos distintos e ampliam as possibilidades de venda para o trade”, explica Maroja.

Crescimento alinhado à evolução do destino

Para Maroja, o investimento no Vivá também reflete uma visão de longo prazo, alinhada ao desenvolvimento do destino. A ampliação da oferta hoteleira, segundo ele, acompanha o processo de amadurecimento de Porto de Galinhas e a necessidade de manter competitividade no cenário nacional.

“O destino evoluiu muito e a hotelaria precisa acompanhar esse movimento. O Vivá representa esse segundo momento do grupo, assim como o Solar representou o início dessa construção”, conclui.

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