A Organização da Aviação Civil Internacional (Icao) implementou novas diretrizes globais de segurança que restringem o transporte e o uso de power banks em voos comerciais. A medida passou a valer no dia 27 de março e estabelece que cada passageiro poderá levar, no máximo, dois dispositivos com baterias de lítio, além de proibir o uso e o recarregamento desses equipamentos durante o voo.
As novas regras foram aprovadas em resposta a preocupações relacionadas à segurança operacional da aviação, especialmente após incidentes envolvendo superaquecimento e incêndio em dispositivos eletrônicos portáteis. Segundo a entidade, o objetivo é reduzir riscos associados ao transporte de baterias de íon de lítio, que podem apresentar falhas em situações específicas, ainda que ocorrências desse tipo sejam consideradas raras.
A determinação tem alcance global e segue o padrão adotado pela Icao para regulamentações de segurança aérea, normalmente incorporadas pelos 193 países-membros da organização. No caso das novas restrições aos power banks, a aplicação foi definida de forma imediata, com impacto direto sobre passageiros e companhias aéreas em diferentes mercados.
Autoridades internacionais destacaram que os dispositivos com baterias de lítio já estiveram envolvidos em episódios recentes de incêndio a bordo, o que motivou a adoção de medidas mais rígidas. Em um dos casos citados, um avião precisou alterar sua rota após a explosão de um carregador portátil durante o voo, evidenciando a necessidade de protocolos adicionais de segurança.
A restrição prevê uma exceção específica para tripulantes, que poderão continuar utilizando power banks quando necessário para a operação das aeronaves. A orientação segue diretrizes técnicas da própria Icao, que considera a utilização desses equipamentos essencial em determinadas atividades operacionais.
Companhias aéreas e países já vinham adotando medidas semelhantes
Antes da regulamentação global, diversas companhias aéreas e autoridades nacionais já haviam implementado regras mais restritivas sobre o transporte e o uso de power banks em voos. Entre os exemplos estão empresas asiáticas e europeias que passaram a limitar o uso desses dispositivos após incidentes relacionados a falhas em baterias.
Em alguns mercados, medidas adicionais foram adotadas. Na China, por exemplo, dispositivos sem certificação passaram a ser proibidos em voos domésticos, o que resultou na apreensão de milhares de equipamentos em aeroportos. A decisão buscou reforçar padrões de segurança e evitar a circulação de produtos que não atendem às normas técnicas estabelecidas pelas autoridades aeronáuticas.
Especialistas destacam que baterias de íon de lítio são amplamente utilizadas em equipamentos eletrônicos como celulares, notebooks e carregadores portáteis, tornando o controle sobre esses dispositivos um tema relevante para a segurança da aviação comercial. Mesmo com baixa incidência de acidentes, a adoção de medidas preventivas é considerada fundamental para mitigar riscos em operações aéreas.
Regras seguem diretrizes de segurança já adotadas por autoridades aeronáuticas
No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já estabelece normas específicas para o transporte de power banks e dispositivos eletrônicos em aeronaves. Essas orientações incluem restrições quanto ao armazenamento de equipamentos na bagagem despachada e recomendações sobre o transporte seguro de itens com baterias recarregáveis.
A atualização das diretrizes internacionais acompanha a evolução do uso de dispositivos eletrônicos pelos passageiros e o crescimento do número de viagens aéreas em todo o mundo. Para companhias aéreas e autoridades reguladoras, a padronização das regras contribui para manter níveis elevados de segurança e reduzir a probabilidade de incidentes relacionados a equipamentos eletrônicos a bordo.
Com a entrada em vigor das novas normas, passageiros devem ficar atentos às restrições antes de embarcar, especialmente em viagens internacionais. O cumprimento das orientações passa a ser parte das rotinas de segurança adotadas por aeroportos e companhias aéreas, alinhando procedimentos operacionais às práticas globais de prevenção de riscos na aviação civil.







