O Porto de Santos concentra cerca de 29% da corrente comercial brasileira, segundo dados da Autoridade Portuária de Santos, e mantém papel central na logística do país e na integração com o Mercosul.
Em 2024, o complexo movimentou 179,8 milhões de toneladas de cargas, recorde histórico. O volume reforça a relevância do terminal como principal ponto de entrada e saída de mercadorias no Brasil.
De acordo com Mayra Saitta, advogada empresarial e fundadora do Grupo Saitta, o porto exerce função estratégica para empresas que operam no comércio regional. “O porto funciona como um elo logístico que ajuda empresas a operar com mais eficiência e previsibilidade”, afirma.
A estrutura do terminal está conectada a corredores rodoviários e ferroviários que ligam polos industriais e agrícolas ao litoral paulista, permitindo o escoamento de cargas para mercados internacionais. Além das exportações, o porto concentra importações de insumos industriais, fertilizantes e produtos químicos.
Para a especialista, a eficiência logística impacta diretamente a competitividade. “Quando observamos o comércio regional, percebemos que a infraestrutura logística tem impacto direto na competitividade das empresas. Quanto mais eficiente for o sistema portuário, maior tende a ser a capacidade de expansão comercial”, explica.
O avanço das trocas comerciais no Mercosul também amplia a demanda por serviços de transporte, armazenagem e gestão aduaneira. “O crescimento do comércio regional fortalece toda a cadeia logística. Transportadoras, operadores portuários e empresas que prestam serviços de comércio exterior passam a ter novas oportunidades de negócios”, diz.
Planejamento e operação
Antes de iniciar operações no porto, especialistas recomendam avaliar fatores logísticos, regulatórios e operacionais. Entre os pontos destacados estão o planejamento da origem da carga, a escolha de parceiros especializados, o conhecimento das regras do Mercosul e a gestão documental.
Também é indicado monitorar custos portuários, avaliar a infraestrutura disponível para cada tipo de carga e adotar planejamento de riscos logísticos, considerando possíveis atrasos e restrições operacionais.
Para Mayra Saitta, tratar a logística como parte estratégica do negócio pode impactar os resultados no comércio exterior. “O Porto de Santos não é apenas um ponto de embarque. Ele conecta empresas brasileiras a diferentes mercados e facilita o acesso a parceiros comerciais da América do Sul”, afirma.
A tendência, segundo ela, é de aumento da relevância do terminal com o avanço da integração regional. “Quanto maior o fluxo de comércio entre países do Mercosul, maior será a demanda por infraestrutura logística eficiente. Empresas que compreendem essa dinâmica conseguem se posicionar melhor no comércio internacional”, conclui.

