A Força Aérea Brasileira (Fab) abriu investigação para apurar a aproximação entre duas aeronaves no Aeroporto de Congonhas, ocorrida na manhã de 30 de abril. O episódio envolveu um Boeing 737-800 da Gol, voo G3 1629, procedente de Salvador, e um Embraer E195-E2 da Azul, voo AD6408, com destino a Confins.
Segundo informações divulgadas, a situação foi identificada a partir de dados do Flightradar24 e registros de comunicação entre pilotos e torre de controle. Durante o procedimento, a aeronave da Azul iniciou a corrida de decolagem enquanto o avião da Gol se aproximava para pouso.
Ao perceber possível conflito de trajetórias, o controlador determinou a interrupção da decolagem e orientou o voo da Gol a arremeter, manobra padrão em que o piloto aborta o pouso e retoma altitude para nova aproximação. Ainda de acordo com os registros, houve atraso na resposta da tripulação da Azul à orientação para interromper a decolagem, circunstância que será analisada pelas autoridades.
O que aconteceu
Especialistas classificam o episódio como perda de separação, termo utilizado quando duas aeronaves ficam abaixo da distância mínima de segurança estabelecida pelas regras do controle de tráfego aéreo. Internacionalmente, a separação vertical padrão é de aproximadamente 1.000 pés, cerca de 300 metros.
Embora considerado um incidente grave, a ocorrência não significa, necessariamente, risco iminente de colisão. O sistema anticolisão embarcado, conhecido como TCAS, pode ter sido acionado, emitindo alertas e orientações automáticas para afastar as aeronaves e reforçar as camadas de segurança.
De acordo com a FAB, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos foi acionado para realizar a ação inicial, que inclui coleta e validação de dados, preservação de evidências e levantamento de informações operacionais.
Em nota, a Azul informou que o voo AD6408 seguiu os procedimentos operacionais previstos e reiterou que a segurança é seu valor primordial. A Gol declarou que o pouso do voo G3 1629 ocorreu dentro dos parâmetros de segurança e que colabora com a investigação.
A concessionária Aena Brasil afirmou que as informações sobre o controle do tráfego aéreo cabem ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo, responsável pela gestão do espaço aéreo no país.







