Os Emirados Árabes Unidos anunciaram o fechamento parcial de seu espaço aéreo nesta terça-feira (5), após interceptarem 19 mísseis e drones disparados pelo Irã na segunda-feira (4). Segundo Aviso aos Aeronavegantes (Notam) as aeronaves passam a operar apenas por rotas específicas até 11 de maio.
O ataque marcou a primeira ofensiva desde o início do cessar-fogo anunciado no começo de abril. De acordo com autoridades emiradenses, os projéteis teriam como alvo instalações e locais civis. O governo condenou a ação e afirmou que se reserva o direito de responder.
Impacto na aviação
A decisão afeta operações sobre o território dos Emirados, um dos principais hubs de conexão aérea global. O Aeroporto Internacional de Abu Dhabi e o Aeroporto Internacional de Dubai são rotas estratégicas para voos intercontinentais entre Europa, Ásia, África e Oceania.
O fechamento parcial pode provocar atrasos, desvios e ajustes de malha por companhias aéreas que cruzam o espaço aéreo da região. Nos últimos meses, o conflito no Oriente Médio já vinha impactando rotas, especialmente devido às restrições no Golfo Pérsico e à instabilidade no Estreito de Ormuz.
Os Emirados têm sido um dos países mais atingidos por ofensivas aéreas nos últimos dois meses, segundo autoridades locais.
Escalada regional
O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã teve início em 28 de fevereiro, após ataques coordenados em território iraniano. Desde então, houve ofensivas e retaliações envolvendo países do Golfo, incluindo Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
Autoridades iranianas afirmam que os alvos são interesses dos Estados Unidos e de Israel na região. Já os Emirados sustentam que os recentes ataques atingiram áreas civis.
O cenário mantém elevada a tensão no Oriente Médio e reforça a instabilidade para a aviação comercial internacional, especialmente em um período de alta temporada no Hemisfério Norte.

