O Grupo Emirates encerrou o ano fiscal de 2025–26 com os melhores resultados financeiros de sua história. A companhia aérea manteve a posição de empresa aérea mais lucrativa do mundo ao registrar lucro bruto recorde de AED 22,8 bilhões (US$ 6,2 bilhões) e receita histórica impulsionada pela demanda aquecida em diferentes mercados e segmentos de clientes.
O balanço anual divulgado nesta quarta-feira (7) aponta que o Grupo Emirates alcançou receita de AED 150,5 bilhões (US$ 41 bilhões), crescimento de 3% em relação ao exercício anterior. O lucro antes dos impostos chegou a AED 24,4 bilhões (US$ 6,6 bilhões), avanço de 7%, enquanto o caixa atingiu AED 59,6 bilhões (US$ 16,2 bilhões).
Somente a Emirates registrou receita de AED 130,9 bilhões (US$ 35,7 bilhões), alta de 2%, além de lucro recorde antes dos impostos de AED 22,8 bilhões (US$ 6,2 bilhões). A companhia também encerrou o período com caixa de AED 54,9 bilhões (US$ 15 bilhões).
A dnata, braço de serviços aeroportuários e logística do grupo, também apresentou crescimento. A empresa alcançou receita recorde de AED 23,6 bilhões (US$ 6,4 bilhões), com lucro antes dos impostos de AED 1,6 bilhão (US$ 437 milhões).
Impactos geopolíticos no Oriente Médio
Apesar dos números históricos, o grupo enfrentou desafios no fim do ano fiscal por conta das tensões geopolíticas envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Segundo o presidente e CEO da Emirates Airline e do Grupo Emirates, Xeique Ahmed bin Saeed Al Maktoum, a crise afetou diretamente o tráfego aéreo na região do Golfo.
“Esses resultados excepcionais, apesar de desafios significativos no último mês do nosso ano fiscal, reafirmam a força e a resiliência do modelo de negócios do Grupo Emirates, que se baseia em segurança, excelência, inovação, pessoas e parcerias”, afirmou.
O executivo destacou que a Emirates e a dnata atuaram rapidamente para preservar operações, apoiar passageiros e minimizar impactos operacionais durante o período de instabilidade.
“Temos a sorte de estar sediados em Dubai, onde anos de investimentos em infraestrutura e um ecossistema de aviação integrado permitiram ao governo garantir rapidamente corredores seguros para voos comerciais”, declarou Xeique Ahmed.
Expansão de frota e novos destinos
Durante o período, a Emirates ampliou sua malha aérea com o lançamento de voos para Da Nang, Hangzhou, Siem Reap e Shenzhen, além do aumento de frequências em destinos já operados. Ao fim de março, a companhia atendia 152 cidades em 80 países.
A empresa também recebeu 15 novos Airbus A350 e ampliou os investimentos em modernização de cabine. Até o momento, 91 aeronaves passaram pelo retrofit completo, incorporando novos produtos de bordo, incluindo a Premium Economy.
No Dubai Airshow de 2025, a Emirates anunciou investimentos de US$ 41,4 bilhões em frota, incluindo 65 aeronaves Boeing 777-9 e oito Airbus A350-900. Atualmente, a carteira de pedidos soma 367 aviões com entregas previstas até 2038.
A companhia transportou 53,2 milhões de passageiros no período e manteve taxa de ocupação de 78,4%. A Emirates SkyCargo movimentou 2,4 milhões de toneladas de carga, crescimento de 3%, apoiada pela chegada de novos cargueiros Boeing 777F.
Investimentos e sustentabilidade
O Grupo Emirates investiu AED 17,9 bilhões (US$ 4,9 bilhões) em aeronaves, equipamentos, instalações e tecnologias ao longo do exercício. O quadro de funcionários cresceu 8%, chegando a 130.919 colaboradores.
Na área de sustentabilidade, o grupo ampliou iniciativas ligadas ao combustível sustentável de aviação (SAF), economia circular, redução de resíduos e renovação de equipamentos terrestres com modelos elétricos e híbridos.
Sobre o cenário futuro, Xeique Ahmed demonstrou confiança na recuperação do mercado global. “O Grupo Emirates entra em 2026–27 com reservas de caixa robustas, o que nos permite avançar com nossos planos de fortalecimento do negócio sem recorrer a medidas reativas de controle de custos”, concluiu.






