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Acordo Mercosul–UE entra em vigor: o que muda para o Turismo?

Aplicação provisória da parte comercial reduz tarifas e fortalece integração, mas mantém exigências migratórias para brasileiros

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia entrou em nova fase com a aplicação provisória de sua parte comercial em 1º de maio. O pacto conecta dois dos maiores blocos econômicos do mundo, que somam PIB estimado em US$ 22,4 trilhões e mais de 718 milhões de habitantes, consolidando uma das maiores áreas de integração econômica global.

Na prática, a implementação inicial do acordo entre Mercosul e UE prevê redução gradual de tarifas, facilitação do comércio, harmonização de normas técnicas e maior segurança jurídica para empresas. A expectativa do governo brasileiro é de crescimento consistente das exportações e ampliação de investimentos estrangeiros, com reflexos em setores como agronegócio, indústria, energia e tecnologia.

Para o Turismo e a mobilidade internacional, o impacto é indireto, mas relevante. A ampliação do fluxo comercial tende a aumentar viagens corporativas, missões empresariais e circulação de profissionais entre os blocos, fortalecendo rotas aéreas e a demanda por serviços ligados a negócios e eventos.

O que muda para os brasileiros

Apesar do avanço na integração econômica, o tratado não elimina a exigência de vistos nem altera automaticamente regras migratórias. A entrada de brasileiros na Europa continua sujeita às normas de cada país, incluindo comprovação de finalidade da viagem e respeito ao período máximo de permanência.

Um ponto de atenção é o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (Etias) que será obrigatório para brasileiros que viajam ao Espaço Schengen. Embora não seja um visto, a autorização deverá ser solicitada previamente ao embarque, reforçando o controle migratório europeu.

O acordo Mercosul-UE pode elevar a demanda por vistos de trabalho e negócios, além de estimular futuras negociações bilaterais voltadas à mobilidade profissional. Com a ampliação das oportunidades no continente europeu, a busca por cidadania por descendência também tende a crescer, especialmente em países como Itália, Portugal e Espanha, que oferecem acesso à livre circulação no bloco.

No campo profissional, a expectativa é de expansão em áreas ligadas ao comércio internacional, logística, tecnologia e energia, com possíveis programas de mobilidade no médio prazo.

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