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Unidades de Conservação geram R$ 40,7 bi e retorno de 15,6 vezes

Estudo do ICMBio mostra impacto econômico do turismo em UCs federais e aponta efeito multiplicador na economia local

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

O turismo em Unidades de Conservação (UCs) federais injetou R$ 40,7 bilhões na economia brasileira em 2025. O dado integra estudo apresentado nesta quinta-feira (7), durante o 10º Salão do Turismo, em Fortaleza, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no âmbito do Programa Natureza com as Pessoas, desenvolvido em parceria com o Ministério do Turismo.

Segundo a pesquisa, a cada R$ 1 investido nas UCs, R$ 15,60 retornam para a economia, evidenciando o efeito multiplicador do turismo de natureza nos municípios onde essas áreas estão localizadas. O levantamento considera os gastos realizados pelos visitantes nas localidades que abrigam as unidades federais.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, avaliou que os números reforçam o posicionamento estratégico do segmento. “Os números apresentados pelo ICMBio reforçam o potencial que o Brasil tem no turismo de natureza e mostram que nossas Unidades de Conservação são cada vez mais reconhecidas como destinos estratégicos para o país”, afirmou. O ministro acrescentou que cada visita representa também oportunidade de ampliar a consciência ambiental e o cuidado com o patrimônio natural.

Metodologia e impacto local

A socióloga Iara Vasco, diretora de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, explicou que o estudo integra o Programa Natureza com as Pessoas, lançado no 9º Salão do Turismo, em 2024, e ainda não foi publicado oficialmente.

“Desde então, começamos a compreender o Turismo de Base Comunitária nas reservas extrativistas como uma alternativa que vai além do manejo de recursos naturais, mas também como um potencial econômico, e não apenas financeiro, impulsionando uma cadeia produtiva da qual nós sequer tínhamos dimensão”, declarou.

Thiago Beraldo, pesquisador e presidente do Grupo de Turismo em Áreas Protegidas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN/IUCN), detalhou que a metodologia aplicou mais de 2 mil questionários em oito Unidades de Conservação federais e segue modelo adotado em outros países.

“Existem duas formas de avaliar uma UC: a análise financeira e a análise econômica. Elas respondem a perguntas distintas e levam a conclusões diferentes. Na análise econômica, avaliamos tudo o que o turista deixa na economia do município onde a Unidade está localizada”, explicou.

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