A Royal Air Maroc (RAM) tem apostado no stopover em Casablanca como diferencial para ampliar as possibilidades de viagem dos passageiros que embarcam do Brasil para destinos na África, Europa e Ásia. A companhia permite que clientes incluam uma permanência no Marrocos dentro do mesmo bilhete internacional, sem cobrança de uma nova tarifa aérea.
Na prática, o benefício transforma a conexão em uma etapa adicional da viagem. Passageiros que partem de São Paulo podem permanecer em território marroquino por até duas semanas antes de seguir para o destino final, aproveitando a estrutura de Casablanca, principal hub internacional da companhia aérea.
A política varia conforme a cabine escolhida. Clientes da classe econômica têm direito a um stopover gratuito de até sete dias. Já passageiros da classe executiva podem permanecer por até 14 dias no país sem alteração da tarifa aérea principal.
A facilidade se torna ainda mais relevante diante da posição estratégica de Casablanca, conectada a mais de 100 destinos operados pela Royal Air Maroc. A partir da cidade, os viajantes podem acessar rotas para países africanos, europeus e asiáticos.
“Em vez de apenas aguardar o próximo embarque, o passageiro ganha a liberdade de transformar a escala em dias de descoberta. Casablanca é a porta de entrada, mas ela pode ser apenas o começo da imersão no Marrocos. Dentro do período de stopover permitido, há tempo para permanecer na cidade, seguir de trem até Rabat ou até encaixar voos domésticos para destinos como Marrakech”, explicou Othman Baba, diretor regional da Royal Air Maroc para a América do Sul.
Conexão vira oportunidade de viagem
A estratégia da companhia aérea acompanha o movimento do governo marroquino para fortalecer o turismo internacional e estimular que passageiros em trânsito permaneçam alguns dias no país.
Além da possibilidade de visitar mais de um destino com o mesmo bilhete, o stopover também se apresenta como uma ferramenta comercial para agentes de viagens e operadoras, que passam a oferecer roteiros mais completos sem aumento significativo no valor da passagem.
Outro fator apontado pela companhia é a praticidade para o viajante brasileiro. O Marrocos não exige visto de entrada para cidadãos do Brasil, o que facilita a inclusão da parada no planejamento da viagem.
Para utilizar o benefício, a emissão da passagem deve seguir algumas regras operacionais. O bilhete precisa ser emitido na modalidade multi-city, com todos os trechos mantidos na mesma classe tarifária. Quando essas condições são respeitadas, a tarifa aérea permanece inalterada, havendo apenas ajuste das taxas aeroportuárias referentes à parada.
Despesas como hospedagem, alimentação e transporte durante a estadia no Marrocos seguem sob responsabilidade do passageiro. O diferencial da companhia está justamente na possibilidade de transformar a conexão em uma experiência turística dentro da mesma viagem internacional.





