Belo Horizonte (MG) – A HotelDO espera encerrar 2026 com crescimento de 47%, impulsionada principalmente por tecnologia, inovação e fortalecimento do relacionamento com os agentes de viagens. A avaliação é de Marcio Nogueira, diretor Geral da empresa, que conversou com o Brasilturis durante o Campus HotelDO, realizado nesta terça-feira (19), no Mercure Lourdes, em Belo Horizonte. O evento reuniu agentes de viagens e empresas parceiras para um dia de networking, capacitação e apresentação de novidades do setor.
Segundo Nogueira, esta foi a terceira edição do Campus na capital mineira e a expectativa da empresa era reunir cerca de 130 agentes ao longo do dia. O executivo destacou que o objetivo do encontro é descentralizar as ações comerciais e aproximar parceiros e profissionais de mercados fora do eixo Rio-São Paulo. “O objetivo aqui é trazer os parceiros, não só sair um pouco desse eixo do Rio e São Paulo, e poder apresentar os produtos e o potencial de negócio para esse mercado”, afirmou.
De acordo com ele, a estratégia de crescimento da HotelDO está diretamente ligada ao investimento em ferramentas para os agentes de viagens e no desenvolvimento de soluções construídas em conjunto com o trade. “Todo o nosso crescimento está muito apalancado em tecnologia”, disse. “A gente está pensando hoje como é que é o agente de viagens daqui a três anos.”
Nogueira explicou que a empresa vem realizando pesquisas e dinâmicas durante o próprio evento para compreender as principais demandas dos agentes e desenvolver funcionalidades alinhadas às necessidades do mercado. Segundo ele, esse processo colaborativo é um dos diferenciais da companhia. “O nosso crescimento vai ser muito decisivo principalmente em inovação e em trazer diferenciais para o mercado”, declarou.
Outro ponto destacado pelo executivo foi o ganho de relevância da HotelDO junto aos agentes de viagens. Para ele, a combinação entre tecnologia, variedade de produtos e capilaridade de negociação ajudou a empresa a conquistar participação de mercado nos últimos anos. “A gente vem se tornando peça importante para os agentes de viagens, principalmente porque agrega conhecimento e valor para eles”, afirmou.
Nogueira ressaltou ainda o modelo “one stop shop” da plataforma, que reúne serviços como hotelaria, seguro viagem, cruzeiros, aéreo e outros produtos em um único ambiente. Segundo ele, a amplitude da operação permite à empresa atuar de forma relevante em diferentes segmentos do turismo. “A nossa ferramenta única no mercado engloba todos os serviços”, destacou.
Durante a entrevista, o diretor Geral também apresentou algumas novidades que serão lançadas pela HotelDO nos próximos meses. Entre elas estão o pagamento híbrido, permitindo combinar Pix e cartão de crédito na mesma compra, e a funcionalidade de retenção de comissão em cancelamentos de hotelaria.
A principal aposta tecnológica da empresa, no entanto, é o desenvolvimento de um agente de inteligência artificial voltado ao atendimento 24 horas dos agentes de viagens. Segundo Nogueira, a solução está em construção e tem como foco automatizar processos operacionais sem substituir o atendimento consultivo humano. “Quando o agente de viagens dorme, o agente de IA vende. E quando o agente de viagens está acordado, ele está dando a curadoria enquanto o agente de IA trabalha nos processos operacionais”, explicou.
O executivo frisou que o projeto ainda está em desenvolvimento e vem sendo desenhado com participação direta dos profissionais do setor. “A gente não quer lançar isso antes da hora, mas o principal ponto é que ele está sendo construído escutando os agentes de viagens”, afirmou.
Ao comentar a importância do segmento B2B dentro do Grupo Decolar, Nogueira destacou o valor da atuação consultiva dos agentes e o impacto desse modelo na experiência do cliente final. Segundo ele, o atendimento humanizado segue como diferencial competitivo mesmo diante do avanço da inteligência artificial. “O grupo reconhece a importância do B2B. O agente de viagens agrega informação, conhecimento e ajuda a tornar a experiência do cliente final muito melhor”, declarou.
Para o executivo, a inteligência artificial deve atuar como complemento operacional e não como substituição do profissional. “A IA não vai substituir o agente de viagens. Muito pelo contrário, ela vai ser complementar para que ele possa fazer o que sabe fazer melhor, que é a curadoria e o atendimento”, concluiu.

