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Tap defende privatização para ampliar capacidade e enfrentar crises

CEO Luís Rodrigues afirma que companhia precisa de mais capital e estrutura para sustentar crescimento e manter participação no mercado.

Matheus Alves
Matheus Alves
Repórter - E-mail: matheus@brasilturis.com.br

A privatização da Tap Air Portugal voltou ao centro das discussões da companhia durante conferência promovida pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), em Portugal. Na ocasião, Luís Rodrigues, CEO da empresa, afirmou que a aérea precisa integrar um grupo mais capitalizado para ampliar capacidade operacional e enfrentar cenários de crise.

“Uma companhia pequena e frágil não tem capacidade para manter a quota de mercado”, declara o executivo ao abordar o processo de privatização da empresa.

Segundo Rodrigues, o cenário global da aviação passou a registrar crises em intervalos menores, o que exige maior estrutura financeira e operacional das companhias aéreas. “Se fizermos parte de um grupo mais capitalizado, mais estruturado, estamos em muito melhores condições de nos defendermos deste ritmo de crises externas que vão acontecer”, afirmou.

Durante a conferência, o CEO relembra diferentes etapas da trajetória recente da Tap. De acordo com ele, a companhia entrou no século 21 “forte e capitalizada”, mas foi impactada por crises como os atentados de 11 de setembro e a crise do petróleo entre 2008 e 2009.

Rodrigues também menciona os processos anteriores de privatização da empresa. Sobre a operação realizada em 2012, afirmou que ocorreu “num mau momento para a indústria” e atraiu “um mau comprador”. Já a privatização de 2015, segundo ele, garantiu estabilidade momentânea, mas “não tinha uma perspectiva de longo prazo”.

Ao comentar o período pós-pandemia, o executivo comparou a situação da companhia a “um doente em fase terminal”. “A primeira necessidade urgente era garantir que o doente não morria por causa nenhuma”, disse, acrescentando que os anos de 2022, 2023 e 2024 foram dedicados à recuperação operacional e financeira da empresa.

O CEO destaca ainda que a Tap trabalha com um plano estratégico até 2035 e que a futura infraestrutura aeroportuária de Lisboa exigirá expansão acelerada da operação. “Precisamos, num curto espaço de tempo, acrescentar muito à operação”, afirmou.

Segundo Rodrigues, a entrada em um grupo internacional pode acelerar investimentos em tecnologia, pessoas e processos. “A oportunidade de nos juntarmos a quem tem melhor, está mais capitalizado, tem mais recursos, mais capacidade de investimento, tecnologias mais avançadas, é para nós uma enorme vantagem”, declara.

Carlos Oliveira, chairman da Tap, também participou do encontro e destacou o interesse de grupos como Lufthansa e Air France-KLM no processo de privatização de 49,9% da companhia.

“São entidades que são referência no setor e poderão aportar valor para o desenvolvimento futuro da companhia”, afirma Oliveira.

O executivo acrescenta que o processo de privatização “não pode e não deve ter qualquer impacto na operação diária” da companhia, reforçando que a Tap seguirá focada na melhoria operacional e na qualidade dos serviços prestados aos passageiros.

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