O dólar voltou a operar em alta frente ao real nesta sexta-feira (22), refletindo a cautela dos investidores diante das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã e os impactos geopolíticos no mercado internacional. A moeda norte-americana avançava 0,33% no mercado à vista, cotada a R$ 5,018 na venda às 9h08, enquanto o dólar futuro para junho subia 0,17%, negociado a R$ 5,024 na B3.
O movimento ocorre após a divisa norte-americana registrar oscilações ao longo da semana em meio às incertezas envolvendo o conflito no Oriente Médio. Apesar dos sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre Washington e Teerã, investidores seguem monitorando pontos considerados sensíveis para a estabilidade global, especialmente relacionados ao comércio internacional de petróleo.
Entre os principais impasses estão o controle sobre o estoque de urânio enriquecido do Irã e as discussões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. A região concentra parte significativa da circulação marítima da commodity e permanece no radar do mercado financeiro internacional.
Na quinta-feira (21), Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou haver “bons sinais” para um possível acordo envolvendo o conflito iniciado em fevereiro deste ano. Ainda assim, o cenário segue cercado por cautela, especialmente diante dos impactos potenciais sobre inflação, combustíveis e política monetária global.
Banco Central atua no mercado cambial
No Brasil, o mercado também acompanhava as intervenções programadas pelo Banco Central para esta sexta-feira. Às 10h30, a autoridade monetária realizou dois leilões de linha, operação de venda de dólares com compromisso de recompra, somando US$ 1 bilhão. A medida tem como objetivo a rolagem do vencimento previsto para 2 de junho.
Além disso, o Banco Central também promoveu, às 11h30, leilão de 50 mil contratos de swap cambial tradicional para renovação do vencimento de 1º de junho.
O avanço do dólar acompanha o fortalecimento da moeda norte-americana frente a outras divisas internacionais, em movimento impulsionado pela busca global por ativos considerados mais seguros em momentos de tensão geopolítica.







