A Revo anunciou o lançamento de um serviço de mobilidade aérea por assinatura voltado a deslocamentos curtos em São Paulo. Batizado de Revo Urban Mobility, o programa amplia a operação da empresa na capital paulista e integra a preparação para a futura operação de aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOLs) no Brasil, prevista para começar no último trimestre de 2027.
Segundo João Welsh, CEO da Revo, a proposta busca incorporar o transporte aéreo ao planejamento de deslocamentos urbanos. “A Revo vem liderando uma mudança clara de comportamento, em que o helicóptero deixa de ser uma solução de exceção e passa a fazer parte do planejamento de deslocamento de um público selecionado, sobretudo quando o tempo se torna um ativo crítico”, afirma.
“Criamos uma solução para quem precisa se deslocar por São Paulo com mais previsibilidade, conforto e uso mais inteligente do espaço aéreo urbano. Ao mesmo tempo, esse modelo nos permite avançar na construção das rotas, da experiência e da dinâmica operacional que devem marcar a próxima fase da mobilidade aérea”, acrescenta o executivo.
O modelo funciona por meio da compra de créditos convertidos em “Revo Seats”, unidade de uso da plataforma que permite acesso tanto a assentos em voos compartilhados quanto a reservas de cabine completa.
Além das rotas já operadas pela companhia, como Aeroporto Internacional de Guarulhos, Alphaville, Avenida Faria Lima, Quinta da Baroneza e Fazenda Boa Vista, o programa passa a incluir conexões para a Avenida Paulista e o Aeroporto de Congonhas.
O plano anual oferece 30 Revo Seats, válidos por um ano. As operações são realizadas com helicópteros Airbus bimotores dos modelos H135, com capacidade para cinco passageiros, e H155, para até oito passageiros, ambos com dupla tripulação.
De acordo com a empresa, o lançamento também funciona como etapa de preparação para a chegada dos eVTOLs. Em 2025, a Revo assinou contrato para aquisição de 50 aeronaves da Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer. A expectativa é que os equipamentos sejam utilizados inicialmente em trajetos urbanos e de curta distância.
“O que estamos construindo agora vai além da ampliação da operação atual. É uma preparação concreta para uma nova etapa da mobilidade aérea urbana no Brasil, em que trajetos curtos tendem a ganhar uma lógica operacional própria”, diz Patrícia Dib, CMO da Revo. “A chegada dos eVTOLs será um marco não apenas para a história da cidade, mas do país e do setor”, completa.
Segundo dados citados pela empresa, o índice de congestionamento em São Paulo superou, em todos os dias úteis do primeiro trimestre deste ano, os níveis registrados no mesmo período do ano passado. A Revo relaciona o cenário ao aumento do trabalho presencial e ao crescimento do uso do transporte individual.
A empresa pertence ao grupo português Omni Helicopters International, controlador da Omni Táxi Aéreo. Segundo a companhia, a Omni Táxi Aéreo opera no Brasil há 25 anos, possui cerca de 90 helicópteros e realiza mais de 1,5 mil voos semanais.

