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Expotur abre nova edição com impacto milionário para a Costa Rica

Feira reúne compradores de 27 países, destaca impacto econômico acumulado de US$ 2 bilhões e apresenta diversidade da oferta turística costarriquenha

Maurício Herschander
Maurício Herschander
Repórter - E-mail: mauricio@brasilturis.com.br

San José (Costa Rica) – A Expotur 2026 teve início nesta quinta-feira (28) em San José, na Costa Rica, reunindo representantes do turismo internacional, empresários, operadores e autoridades do setor em mais uma edição da principal bolsa de comercialização turística do país. Realizada no hotel Crowne Plaza San José La Sabana, a feira chega à sua 39ª edição em 40 anos de história com a participação confirmada de 140 empresas compradoras internacionais de mercados prioritários e emergentes para o destino.

Organizada pela Associação Costarriquenha de Profissionais em Turismo (Acoprot), com apoio do Instituto Costarriquenho de Turismo (ICT), a Expotur ocorre até o dia 29 de maio e aposta na combinação entre promoção turística, rodadas de negócios e experiências culturais para apresentar a diversidade do produto turístico costarriquenho ao mercado internacional.

Ao longo de suas quatro décadas, a feira contribuiu para gerar mais de US$ 2 bilhões em divisas turísticas projetadas para a Costa Rica, segundo dados divulgados pela organização. Apenas a edição de 2025 terminou com mais de 3 mil reuniões de negócios e projeção superior a US$ 39 milhões em receitas turísticas.

Leonel Bonilla, representante da Expotur, destacou o papel da feira como vitrine da essência costarriquenha e da integração entre iniciativa privada e governo. Segundo ele, o conceito de “Pura Vida”, frequentemente associado ao país, é difícil de explicar apenas em palavras.

“Então, a melhor forma de explicar é trazê-los aqui”, afirmou Bonilla ao receber os convidados internacionais presentes no evento.

Leonel Bonilla, representante da Expotur. Crédito: Maurício Herschander/ Brasilturis
Leonel Bonilla, representante da Expotur. Crédito: Maurício Herschander/ Brasilturis

O executivo também ressaltou que a Expotur figura entre as feiras de turismo mais tradicionais da América Latina e atribuiu parte do sucesso do turismo costarriquenho ao trabalho conjunto entre os setores público e privado.

“Foi um exemplo do trabalho que se faz entre o setor público e o setor privado”, disse. “Sempre cremos que isso foi o sucesso de Costa Rica como destino turístico.”

A edição deste ano reúne compradores de 27 países e inclui uma programação voltada não apenas aos negócios, mas também a temas ligados à sustentabilidade, acessibilidade e impacto social do turismo. Entre os destaques mencionados por Bonilla está o programa “Empresários com Identidade”, além de iniciativas relacionadas ao turismo acessível e ao desenvolvimento das comunidades locais.

Outro projeto apresentado durante a feira é o Camino Costa Rica, rota turística que atravessa o país do Caribe ao Pacífico em 17 etapas. Segundo a organização, o trajeto busca evidenciar a relação entre turismo e desenvolvimento comunitário.

A proposta da Expotur também contempla empresas de diferentes portes. Além das grandes redes hoteleiras e operadoras internacionais, pequenas e médias empresas turísticas encontram na feira uma oportunidade de acesso direto a operadores e compradores estrangeiros sem a necessidade de participar de feiras em mercados mais distantes, como Europa e América do Norte.

“Expotur é uma pequena amostra do produto turístico da Costa Rica”, comentou Bonilla. “É como tomar esse grande universo turístico, que é Costa Rica, essa grande variedade, e colocá-la num pequeno lugar.”

Segundo Yadyra Simón, presidente da Acoprot, a edição de 2026 demonstra o interesse contínuo do mercado internacional pela Costa Rica e o alcance global conquistado pela plataforma ao longo das últimas décadas.

“Expotur 2026 confirma não apenas o interesse internacional pela Costa Rica, mas também a solidez de um modelo de colaboração público-privada que durante quase quatro décadas fortaleceu a competitividade turística do país e abriu oportunidades comerciais reais para centenas de empresas nacionais”, declarou.

Já Marcos Borges, presidente executivo do ICT, destacou a trajetória do evento e o papel da feira como ponto de encontro entre fornecedores locais e compradores especializados.

“O evento mostrará o mais novo da oferta turística em uma vitrine internacional para destinos consolidados e emergentes”, afirmou.

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