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“Há muito o que fazer no Brasil”, diz CEO da Tap Air Portugal

Em entrevista ao O Globo, CEO confirma voos para Curitiba e São Luís e prevê transportar 2,1 milhões de passageiros

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

O Brasil seguirá no centro da estratégia de crescimento da Tap Air Portugal. Em entrevista concedida ao jornal O Globo, o CEO Global da companhia, Luís Rodrigues, afirmou que o mercado brasileiro é um dos principais ativos da empresa e terá papel decisivo no futuro da aérea portuguesa, que prepara a inclusão de Curitiba (PR) e São Luís (MA) em sua malha de destinos.

Com as novas operações, a Tap passará a atender 15 cidades brasileiras e projeta transportar 2,1 milhões de passageiros entre Brasil e Europa em 2026, cerca de 100 mil a mais do que no ano anterior. Segundo Rodrigues, a expansão só não será maior devido às limitações de infraestrutura aeroportuária em Portugal, especialmente em Lisboa.

“O Brasil não está saturado. Há muito o que fazer ainda. O Brasil serviu muito bem a companhia nos últimos 60 anos e vai continuar ainda melhor nos próximos 60”, afirmou o executivo ao O Globo.

Atualmente, o mercado brasileiro representa aproximadamente 30% da receita da companhia. Em volume de passageiros, o País respondeu por cerca de 2 milhões dos 7 milhões de viajantes transportados pela TAP em 2025, consolidando-se como o principal mercado da empresa fora da Europa.

Novas rotas e potencial de crescimento

Durante a entrevista, Rodrigues revelou que as decisões de incluir Curitiba e São Luís na malha são resultado de análises realizadas ao longo de vários anos. Segundo ele, o desenvolvimento econômico e turístico brasileiro abre espaço para novas oportunidades além dos tradicionais mercados do litoral.

“À medida que o Brasil vai se desenvolvendo e crescendo, vai ficando menos concentrado na costa do Atlântico. Haverá mais oportunidades para avaliarmos no interior”, declarou.

O executivo também confirmou que cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador seguem no radar para possíveis ampliações de frequências, dependendo da disponibilidade de slots nos aeroportos portugueses.

Outra frente de crescimento será o Aeroporto do Porto, que deve assumir papel cada vez mais relevante na estratégia da companhia. Com Lisboa próxima do limite operacional, a Tap pretende ampliar as conexões por meio do norte de Portugal, fortalecendo a ligação entre o Brasil e outros destinos europeus.

Privatização reforça interesse pelo mercado brasileiro

Na avaliação de Rodrigues, o peso do Brasil ajuda a explicar o interesse dos grupos Air France-KLM e Lufthansa na privatização da Tap, atualmente em andamento pelo governo português.

“O Brasil é uma peça-chave e talvez um dos maiores ativos que a Tap tem para oferecer neste momento”, afirmou Luís Rodrigues, ceo da companhia.

Segundo Rodrigues, a entrada de um grande grupo europeu tende a ampliar a capacidade de investimento da companhia e fortalecer ainda mais a conectividade entre Brasil e Europa. A expectativa é que o processo de privatização tenha definição até o fim deste ano.

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