Passageiros que viajam pelos Estados Unidos passaram a contar com uma nova regra para o transporte de maconha medicinal em voos domésticos. A Administração de Segurança nos Transportes (TSA, na sigla em inglês) atualizou suas diretrizes e passou a permitir que a substância seja transportada tanto na bagagem de mão quanto na bagagem despachada, desde que sejam observadas exigências específicas previstas pela legislação norte-americana.
A alteração foi incluída discretamente no portal oficial da TSA em 27 de abril, sem anúncio público. A mudança ocorreu poucos dias após uma decisão do governo dos Estados Unidos que alterou a classificação da maconha medicinal no sistema federal de controle de substâncias.
Até então, a maconha estava enquadrada na chamada Lista I (Schedule I), categoria reservada a substâncias consideradas sem uso médico reconhecido e com alto potencial de abuso. Com a nova regulamentação, passou a integrar a Lista III (Schedule III), grupo que reúne medicamentos e substâncias com potencial moderado ou baixo de dependência física e psicológica.
A mudança foi formalizada em 23 de abril por meio de uma ordem assinada pelo procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche. Quatro dias depois, a TSA atualizou suas orientações para refletir a nova classificação.
Embora a reclassificação não represente a legalização da maconha em nível federal, ela altera significativamente a forma como a substância é regulamentada no país. Entre os impactos estão benefícios fiscais para operadores licenciados e a flexibilização de restrições para pesquisas científicas envolvendo a cannabis medicinal.
Na prática, a nova política também fortalece os programas de maconha medicinal já existentes em diversos estados norte-americanos. Atualmente, cerca de 40 estados possuem regulamentações próprias que permitem o uso medicinal da substância mediante prescrição médica.
Apesar da flexibilização, a TSA reforça que sua atuação continua focada na segurança da aviação civil e na identificação de ameaças às aeronaves e passageiros. A agência destaca ainda que a decisão final sobre a autorização de qualquer item transportado permanece sob responsabilidade do agente encarregado da inspeção aeroportuária.
A medida pode beneficiar especialmente viajantes que utilizam tratamentos à base de cannabis medicinal e precisam se deslocar entre estados norte-americanos. No entanto, especialistas recomendam que os passageiros consultem previamente as regras locais de cada estado e mantenham consigo a documentação médica necessária para comprovar o uso legal da substância.








