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Tour House alcança condição de carbono negativo após cinco anos de compensação

Grupo compensou 184 toneladas de CO₂ e inicia nova meta climática com horizonte até 2030

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

O Grupo Tour House anunciou a conclusão da meta estabelecida em 2020 para tornar suas operações carbono negativas em um período de cinco anos. A empresa compensou 184 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e), volume superior às 148,46 toneladas emitidas por suas atividades entre 2021 e 2025.

Com cerca de 320 colaboradores, o grupo estruturou sua estratégia ambiental a partir da realização de inventários anuais de emissões de gases de efeito estufa e da compensação por meio de créditos de carbono certificados. Segundo a empresa, o investimento total no período foi de aproximadamente R$ 50 mil, incluindo a elaboração dos inventários e a aquisição dos créditos utilizados para neutralização.

Os levantamentos foram desenvolvidos pela consultoria ambiental Eccaplan com base na metodologia do GHG Protocol, padrão internacional amplamente utilizado para contabilização e monitoramento de emissões corporativas. A análise permitiu identificar as principais fontes de emissão associadas às operações da companhia e definir estratégias de mitigação ao longo dos últimos anos.

Entre as iniciativas adotadas, a Tour House utilizou créditos certificados pelo padrão Verra Verified Carbon Standard (VCS), considerado uma das principais referências globais para validação de projetos de compensação de carbono. Em 2022, foram compensados 29 créditos. No ano seguinte, a empresa neutralizou outros 29 créditos e acrescentou uma compensação adicional de 20%. Já nos inventários de 2024 e 2025, o volume total chegou a 72 créditos de carbono.

Além das operações corporativas, a empresa também ampliou a estratégia de compensação para eventos do setor de turismo e viagens corporativas dos quais participou.

Como parte do novo ciclo de compromissos ambientais, o grupo anunciou apoio ao Complexo Eólico Corredor dos Senandes, no Rio Grande do Sul. O projeto utiliza energia renovável para substituir fontes fósseis de geração elétrica, contribuindo para a redução de emissões e para o fortalecimento da matriz energética limpa no Brasil.

Para Gian Terhoch, CEO da Tour House, a agenda climática exige ações concretas das empresas. “Ao nos tornarmos carbono negativo, damos um passo importante nesse caminho. O próximo ciclo será dedicado a ampliar esse impacto e aprofundar nossas iniciativas de sustentabilidade”, explica.

A companhia estabeleceu uma nova meta para 2030. O objetivo é ampliar progressivamente sua condição de carbono negativo, neutralizando anualmente 20% a mais de emissões até o fim da década. A estratégia prevê a continuidade dos inventários anuais, o fortalecimento dos projetos de compensação certificados e novas iniciativas voltadas à redução da pegada de carbono das operações.

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