O turismo de bem-estar, conhecido internacionalmente como turismo wellness, segue em expansão no Brasil e no mundo, impulsionado pela busca por experiências que combinem saúde física, equilíbrio emocional, contato com a natureza e imersão cultural. A tendência também abre novas oportunidades de negócios para o setor turístico, especialmente em destinos alternativos e menos explorados.
Dados recentes da Global Wellness Institute (GWI) apontam que a economia global do bem-estar cresceu 35% desde 2019 e deve atingir US$ 9,8 trilhões até 2029, com crescimento médio anual de 7,6%. No Brasil, empreendedores do setor observam potencial de aumento de até 30% no faturamento com produtos voltados a esse segmento.
O movimento acompanha as conclusões do estudo Tendências de Turismo 2026, realizado pelo Ministério do Turismo em parceria com a Embratur e a Braztoa. O levantamento mostra que destinos alternativos passaram a figurar entre as principais preferências dos viajantes, impulsionados pela busca por autenticidade, menor concentração de turistas, experiências culturais e maior conexão com os destinos visitados.
Atento a esse cenário, André Freire, franqueado da 3,2,1 GO!, desenvolveu roteiros de turismo wellness na Amazônia, com foco em experiências que combinam natureza, gastronomia, cultura regional e bem-estar.
Os pacotes têm como ponto de partida Belém e incluem recepção com coquetéis de frutas amazônicas, apresentações de carimbó e experiências na Ilha do Combu, onde os visitantes acompanham o processo de extração e preparo tradicional do açaí. O roteiro também contempla visitas a plantações de cacau amazônico, degustação de peixes típicos da região e passeios opcionais de caiaque.
“Essas pessoas estão em busca de destinos alternativos, que combinem experiências sensoriais, atividades, descobertas, relaxamento, sustentabilidade e bem estar. São turistas que querem sair da rotina de estresse, se conectar com a natureza e uma nova cultura. É uma viagem que irá gerar memórias para o resto da vida”, explica André Freire.
Imersão cultural e experiências exclusivas
A programação inclui ainda uma passagem pela Ilha do Marajó, onde os viajantes participam de experiências ligadas à produção artesanal do queijo de búfala, passeios montados nos animais e contato com artesãos especializados em cerâmica marajoara.
Segundo o empresário, os roteiros são direcionados principalmente para executivos, casais, grupos de amigos acima dos 40 anos e famílias com filhos maiores de 15 anos, especialmente das regiões Sul e Sudeste, que buscam desacelerar e vivenciar experiências mais autênticas.
A proposta é oferecer jornadas personalizadas que conectem os visitantes aos saberes tradicionais, à gastronomia e à cultura amazônica.
“É algo muito exclusivo e personalizado, o trabalho é dobrado, e os detalhes dessa viagem precisam ser impecáveis, mas os ganhos também compensam. O faturamento pode aumentar até 30% com o turismo Wellness. Minha ideia é também buscar o público de fora do nosso país, pois dão muito valor a Amazônia”, conta Freire.
O avanço do turismo wellness acompanha uma tendência mais ampla de valorização de destinos menos explorados e experiências mais profundas de conexão com o território visitado. Nesse contexto, a Amazônia desponta como um dos principais ativos do turismo brasileiro para atender a um público que busca desacelerar, vivenciar novas culturas e priorizar o bem-estar durante as viagens.








