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Copa do Mundo deve impulsionar vendas internacionais após o torneio, aponta BWT

Operadora avalia que exposição global de Estados Unidos, Canadá e México pode estimular a demanda turística nos próximos meses

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11) cercada por expectativas não apenas dentro dos estádios, mas também para o setor de Turismo.

Segundo Gabriel Cordeiro, diretor-geral da BWT Operadora, grandes eventos esportivos costumam funcionar como vitrines globais para os destinos-sede, estimulando o desejo de viagem nos meses seguintes ao torneio.

“A Copa é uma das maiores campanhas de promoção turística do mundo. Durante mais de um mês, milhões de pessoas são impactadas diariamente por imagens de cidades, atrações, gastronomia, parques, paisagens naturais e experiências dos países-sede. O efeito mais duradouro não acontece necessariamente durante o torneio, quando historicamente as vendas desaceleram, mas nos meses seguintes, quando o consumidor começa a planejar sua próxima viagem”, afirma.

A avaliação é reforçada por experiências anteriores. Durante a Copa do Mundo realizada no Brasil, em 2014, levantamento do Sindetur-SP apontou que 53% das agências de viagens registraram queda nas vendas de produtos tradicionais durante o período do evento. Ainda assim, os destinos diretamente associados à competição ganharam visibilidade internacional e mantiveram relevância turística após o encerramento dos jogos.

Três países, múltiplas oportunidades

Realizada pela primeira vez em três países, Estados Unidos, Canadá e México, a Copa de 2026 deve ampliar a exposição internacional de dezenas de destinos turísticos.

Para Roberto Araújo, gerente de Negócios Internacionais da BWT Operadora, os Estados Unidos tendem a concentrar boa parte dos benefícios devido ao número de partidas e à presença de cidades já consolidadas entre os brasileiros.

“Mais do que receber turistas durante o torneio, os destinos devem colher os resultados da exposição internacional nos meses e até anos seguintes”, avalia.

Segundo o executivo, cidades como Nova York, Miami, Orlando, Las Vegas e destinos da Califórnia podem ganhar ainda mais destaque junto ao público brasileiro, estimulando também a venda de roteiros combinados e experiências além dos circuitos tradicionais.

O Canadá surge como uma das apostas para crescimento de demanda. Toronto e Vancouver estarão frequentemente presentes nas transmissões e na cobertura internacional do torneio.

“Muitos brasileiros terão contato com o Canadá de uma forma diferente durante a Copa. É um destino que reúne natureza, qualidade de vida, segurança e excelente infraestrutura turística. A visibilidade proporcionada pelo evento pode acelerar o interesse do mercado brasileiro pelo país”, afirma Araújo.

Já o México deve ampliar sua imagem para além dos tradicionais destinos de praia. Além de Cancún e Riviera Maya, cidades como Cidade do México, Guadalajara e Monterrey estarão no centro das atenções.

“O brasileiro já conhece Cancún e Riviera Maya. Agora existe uma oportunidade de mostrar um México mais amplo, com experiências urbanas, patrimônio histórico e uma das gastronomias mais valorizadas do mundo”, destaca.

Efeito esportivo pode influenciar escolhas

Outro movimento observado pela BWT é o impacto do desempenho das seleções nacionais no interesse turístico dos viajantes. Países que alcançam campanhas de destaque costumam registrar aumento de buscas e procura por viagens após o torneio.

De acordo com Gabriel Cordeiro, casos recentes como Croácia, Marrocos e Argentina demonstram como o esporte pode ampliar a visibilidade internacional de um destino.

“Quando um destino aparece diariamente na mídia global por conta do esporte, ele passa a fazer parte do imaginário do viajante. Isso pode influenciar diretamente as buscas e as vendas futuras”, afirma.

Para a operadora, a estratégia mais eficiente para o trade é aproveitar a exposição gerada pela Copa para desenvolver campanhas e produtos voltados para embarques no segundo semestre de 2026 e ao longo de 2027.

“A Copa termina, mas a lembrança dos destinos permanece. Quem estiver preparado para transformar essa exposição em produtos, campanhas e argumentos de venda terá uma vantagem importante quando os consumidores começarem a planejar suas próximas férias”, conclui Cordeiro.

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