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Crescimento do Connection leva organização a planejar novas áreas e experiências em Gramado

Eduardo Zorzanello afirma que evento já pensa nas próximas edições e busca alternativas para ampliar sua presença sem deixar o centro da cidade

Maurício Herschander
Maurício Herschander
Repórter - E-mail: mauricio@brasilturis.com.br

Gramado (RS) – O crescimento do Connection Terroirs do Brasil já impõe novos desafios para a organização do evento. Após ampliar sua ocupação no centro de Gramado e reunir um número recorde de Indicações Geográficas nesta edição, a equipe responsável pela realização já trabalha no planejamento dos próximos anos. A informação foi compartilhada por Eduardo Zorzanello, CEO do Connection Terroirs.

Segundo o executivo, a discussão sobre o futuro do Connection vai muito além do aumento do número de expositores ou da expansão da programação. O principal desafio está em encontrar formas de crescer sem perder a essência que transformou o evento em uma experiência integrada à cidade e ao cotidiano dos visitantes. “Logo que termina uma edição, nós já estamos planejando e projetando a edição seguinte”, afirmou.

Zorzanello explicou que a evolução do evento precisa levar em consideração fatores que vão desde a mobilidade urbana até o impacto gerado sobre moradores, comerciantes e turistas. Por acontecer em áreas públicas e em espaços centrais de Gramado, qualquer ampliação exige diálogo constante com o poder público, entidades locais e iniciativa privada. “A escalabilidade de um evento e a sua viabilidade dentro de um cenário público e comunitário é um desafio muito grande”, destacou.

Nesta edição, o Connection ampliou sua presença para diferentes pontos da cidade, ocupando locais como a Rua Coberta, a Praça Major Nicoletti e outros espaços que receberam atrações ligadas à gastronomia, aos produtos certificados por origem e às experiências culturais. De acordo com Zorzanello, essa estratégia permitiu aproximar ainda mais o evento do público e gerar movimento para diferentes áreas do centro de Gramado.

Ao mesmo tempo, o crescimento do número de participantes faz surgir uma nova questão: o espaço físico disponível começa a ficar limitado diante da demanda. “O terroir acaba ficando pequeno frente ao crescimento do próprio evento”, observou.

Apesar disso, a organização não vê como solução transferir o Connection para um pavilhão fechado ou afastado do centro da cidade, como acontece com o Festuris, realizado no Gramado Park. Segundo o CEO, a conexão com os espaços urbanos é justamente um dos elementos que diferenciam o evento e ajudam a construir a experiência proposta ao visitante. “Não é simplesmente: ‘Vamos fazer num pavilhão’. Essa é a solução mais fácil e prática”, afirmou.

Para Zorzanello, a ocupação das ruas, praças e áreas de convivência gera um impacto positivo semelhante ao observado em outras iniciativas importantes de Gramado, como os desfiles do Natal Luz. A presença das atrações em locais públicos amplia a interação com moradores e turistas e contribui para criar uma atmosfera mais próxima da identidade do destino. “O que a gente quer é gerar a melhor experiência com o evento”, resumiu.

Pensando nos próximos passos, o executivo revelou que a organização já trabalha com um horizonte de planejamento de pelo menos dois anos. No entanto, ele destacou que o desenvolvimento do Connection depende diretamente da evolução das ações conduzidas pelo Sebrae e pelas entidades ligadas ao universo das Indicações Geográficas. “Nós já estamos pensando sim em dois anos à frente”, disse.

Segundo Zorzanello, a construção do evento é resultado de um esforço coletivo que envolve produtores, instituições, apoiadores e representantes do setor público. Por isso, qualquer expansão precisa acompanhar o amadurecimento desse ecossistema.

Uma das possibilidades estudadas para as próximas edições é a criação de áreas temáticas distribuídas pela cidade. A ideia é transformar diferentes espaços urbanos em ambientes dedicados a segmentos específicos, como cafés, gastronomia, artesanato e experiências ligadas às Indicações Geográficas. “Diferentes pontos da cidade podem se converter em diferentes experiências”, explicou.

A proposta dialoga com exemplos internacionais observados pela equipe organizadora e também com outros eventos realizados em Gramado. A intenção é espalhar as atrações pelo município, criando circuitos capazes de estimular a circulação de visitantes e ampliar a integração com o comércio local.

Para o CEO, esse movimento só será possível por meio da colaboração entre todos os envolvidos no projeto. “Dá para a gente criar muita coisa, mas a gente só cria se tiver um poder colaborativo, senão a gente não avança”, concluiu.

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