A Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta) se manifestou oficialmente após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13), durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). Em nota, a entidade lamentou o acidente e defendeu o fortalecimento da fiscalização, da qualificação profissional e do cumprimento das normas técnicas no segmento de turismo de aventura.
Segundo a Abeta, as informações preliminares e as imagens divulgadas indicam possíveis falhas nos procedimentos de segurança da operação. A entidade classificou o episódio como incompatível com os padrões defendidos pelo setor formal e destacou que segurança e profissionalismo são princípios fundamentais para o desenvolvimento sustentável do turismo de natureza no Brasil.
“A informalidade no turismo de aventura é um risco à vida. O protagonismo do Brasil no turismo de natureza exige, antes de tudo, o respeito absoluto à integridade física de quem busca vivenciar nossas belezas naturais”, afirmou a associação em comunicado.
A entidade reforçou a defesa de operações devidamente formalizadas, com registro no Cadastur, CNPJ ativo e cumprimento das exigências previstas na Lei Geral do Turismo e em regulamentações vigentes desde 2010. A Abeta também destacou a importância da adoção do Sistema de Gestão de Segurança (SGS), especialmente da norma ABNT NBR ISO 21101, voltada à gestão de riscos em atividades de turismo de aventura.
De acordo com a associação, a norma estabelece requisitos relacionados a processos operacionais, inspeções, manutenção de equipamentos, documentação e planos de atendimento a emergências, com o objetivo de minimizar riscos inerentes às atividades de aventura.
Política nacional de prevenção
No posicionamento, a Abeta voltou a defender a criação de uma Política Nacional de Prevenção de Acidentes no Turismo de Natureza. Como referência, a entidade citou o projeto Aventura Segura, desenvolvido originalmente em 2006 em parceria com o Ministério do Turismo e o Sebrae Nacional, e posteriormente retomado em iniciativas regionais de capacitação.
Segundo a associação, as normas brasileiras de segurança para turismo de aventura serviram de base para a criação de padrões internacionais da ISO adotados por mais de 30 países, fortalecendo a competitividade do Brasil no mercado global de turismo de natureza.
A entidade também pediu maior participação dos órgãos públicos municipais e estaduais na fiscalização das atividades, defendendo que a concessão de alvarás esteja condicionada ao cumprimento das exigências legais e técnicas do setor.
“A Abeta continuará lutando por normas técnicas robustas, pela formalização do setor e pela capacitação contínua de profissionais. Não aceitaremos a transferência de responsabilidades ou soluções que não enfrentem a raiz do problema: a falta de profissionalização e de fiscalização adequada”, concluiu a entidade.

