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Demanda global por passageiros recua 2,2% em maio, aponta Iata

Conflito no Oriente Médio impacta resultados globais, enquanto América Latina registra crescimento de 10,5% na demanda internacional

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

A demanda global por transporte aéreo de passageiros caiu 2,2% em maio na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata). O desempenho foi fortemente influenciado pelos impactos do conflito no Oriente Médio. Excluindo a região, porém, o mercado apresentou crescimento de 0,7%.

No período, a capacidade global, medida em assentos-quilômetros disponíveis (ASK), recuou 2,3%, enquanto a taxa média de ocupação atingiu 83,5%, estabelecendo um recorde para meses de maio, com alta de 0,1 ponto percentual em relação a 2025.

No mercado internacional, a demanda registrou queda de 1,6%, mas avançou 3,1% quando desconsiderado o Oriente Médio. A capacidade diminuiu 2,4% e a taxa de ocupação chegou a 83,7%, aumento de 0,7 ponto percentual. Já o segmento doméstico apresentou retração de 3,1% na demanda, acompanhada por redução de 2,1% na oferta, resultando em ocupação média de 83%.

Segundo Willie Walsh, diretor-geral da Iata, o principal fator para o resultado global continua sendo a instabilidade geopolítica no Oriente Médio. As companhias da região registraram queda de 28,8% na demanda internacional em maio, embora o desempenho represente melhora em relação ao recuo de 46,6% observado em abril.

Walsh também destacou que os mercados domésticos dos Estados Unidos e da China contribuíram para o enfraquecimento da demanda global, refletindo fatores econômicos internos. Apesar disso, o executivo avaliou que o setor segue demonstrando resiliência diante do cenário de custos elevados.

Entre os mercados internacionais, a América Latina apresentou o melhor desempenho, com crescimento de 10,5% na demanda e expansão de 9% na capacidade, alcançando taxa de ocupação de 85%. A África também registrou avanço expressivo, de 8,9%, enquanto a Europa cresceu 3,8%, a Ásia-Pacífico 1,3% e a América do Norte 1%.

Outro destaque apontado pela Iata foi o aumento de 15% no tráfego direto entre Europa e Ásia, indicando uma tendência de fortalecimento das ligações sem escalas entre os dois continentes.

No mercado doméstico, a China registrou a maior retração entre os países analisados, reflexo da combinação entre tarifas mais elevadas e mudanças no calendário do Festival do Barco-Dragão. Os Estados Unidos também apresentaram queda na demanda, enquanto os demais mercados domésticos monitorados registraram crescimento moderado.

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