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Gol planeja ampliar frota de longo curso após estreia dos voos para Nova York

Companhia busca ampliar número de widebodies após estreia da rota para Nova York e prevê novas aeronaves para sustentar crescimento global

Rafael Destro
Rafael Destro
Redator - E-mail: Rafael@brasilturis.com.br

A Gol pretende ampliar significativamente sua frota de aeronaves de fuselagem larga como parte da estratégia para fortalecer sua presença no mercado internacional. Após estrear, em 8 de julho, a rota entre Rio de Janeiro e Nova York, a companhia já avalia mais que dobrar o número de widebodies previstos para sua operação.

A empresa deve receber, até o fim de 2026, o primeiro de cinco Airbus A330-900neo arrendados junto à Avolon. No entanto, os planos vão além das cinco aeronaves já contratadas.

“Estamos buscando mais aviões para incorporar à operação em breve”, disse Celso Ferrer, CEO da Gol, durante um evento realizado em Nova York, no dia 9 de julho. “Estamos falando de pelo menos uma quantidade na casa das dezenas, muito em breve.”

Caso a projeção se concretize, a companhia passará a operar pelo menos dez aeronaves de longo curso, dobrando a frota atualmente prevista. O executivo não detalhou se a expansão ocorrerá com novos Airbus A330-900neo ou com outro modelo.

A declaração foi feita um dia após o lançamento da primeira operação intercontinental da Gol com aeronave widebody, ligando o Rio de Janeiro ao Aeroporto John F. Kennedy (JFK), em Nova York. Neste primeiro momento, os voos são operados pela Wamos Air até a chegada das aeronaves próprias da companhia brasileira.

A estratégia internacional prevê novos destinos ainda este ano. Em setembro, a Gol iniciará as operações entre Rio de Janeiro e Lisboa. Até o fim de 2026, também estão previstos voos para Orlando e Paris.

Segundo Ferrer, as cinco aeronaves contratadas serão necessárias para atender às quatro rotas já anunciadas, tornando indispensável a incorporação de novos aviões para sustentar a expansão da malha de longo curso.

“Com o Grupo Abra, queremos fazer cada vez mais”, disse o CEO da Gol, acrescentando que as novas rotas intercontinentais representam apenas “o começo” da estratégia internacional da companhia.

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