Gustavo Feliciano: enoturismo deixou de ser aposta e já é realidade no Brasil

Ministro do Turismo destaca avanço das experiências ligadas ao vinho e defende integração regional para fortalecer gastronomia e turismo na América do Sul

Rafael Destro
Rafael Destro
Redator - E-mail: Rafael@brasilturis.com.br

O enoturismo deixou de ser uma aposta e já se consolidou como uma realidade no Brasil, segundo Gustavo Feliciano, ministro do Turismo. A avaliação foi apresentada nesta quinta-feira (13), durante o 1º Fórum de Turismo e Gastronomia das Américas, em São Paulo, que reuniu representantes de países sul-americanos para discutir integração regional e novas oportunidades para o setor.

“No Brasil, mais de 85% das vinícolas já oferecem experiências relacionadas ao turismo. O que precisamos é fomentar cada vez mais essas experiências e a qualidade do nosso produto”, afirmou.

Para o ministro, a expansão do segmento também passa pela formalização dos produtores que atuam com experiências turísticas. Agricultores que oferecem serviços relacionados ao turismo podem se cadastrar no Cadastur, medida que contribui para a formalização das atividades, geração de renda e inclusão social.

Gastronomia como estratégia turística

Gustavo Feliciano também destacou o papel da gastronomia na promoção da imagem do Brasil e na diversificação da oferta turística. São Paulo, segundo o ministro, ocupa posição de destaque nesse cenário, tanto pela dimensão de sua cadeia gastronômica quanto pela relevância no turismo corporativo.

“Somente no município de São Paulo, são mais de 150 mil empreendimentos ligados ao setor gastronômico. O estado de São Paulo também é protagonista em um dos setores turísticos que mais cresce, que é o turismo corporativo”, disse.

Além do impacto econômico, o ministro ressaltou a capacidade da gastronomia de preservar características culturais e gerar oportunidades de trabalho. “Sou de uma cidade, João Pessoa, em que a gastronomia tem impulsionado o setor do turismo. Vi transformada a nossa realidade, porque ela gera oportunidades”, destacou.

Integração regional

A integração entre os países da América do Sul também esteve entre os temas defendidos por Gustavo Feliciano. Na avaliação do ministro, a promoção conjunta dos destinos pode ampliar as possibilidades de roteiros que combinem diferentes países, especialmente nos segmentos de enoturismo e gastronomia.

“Precisamos integrar e unir forças para fortalecer as ações, não só de promoção, mas de investimento e de regulação, para que nosso destino seja cada vez mais forte”, afirmou.

Para Feliciano, o fórum pode representar o início de uma agenda de cooperação mais ampla entre os países da região. “Espero que isso aqui seja um pontapé inicial de um futuro muito promissor, não só do enoturismo e da gastronomia, mas para um destino fortalecido no setor do turismo”, concluiu.

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