Tóquio planeja restringir aluguéis de curta duração em Shinjuku

Medida deve afetar imóveis em áreas residenciais e próximas a escolas e pode atingir cerca de 2 mil propriedades

Matheus Alves
Matheus Alves
Repórter - E-mail: matheus@brasilturis.com.br

O distrito de Shinjuku, em Tóquio, planeja restringir os aluguéis de curta duração, incluindo imóveis anunciados em plataformas como Airbnb e Booking. A proposta prevê a proibição desse tipo de hospedagem em áreas residenciais e próximas a escolas, incluindo propriedades que já estão em operação.

Segundo dados da Agência de Turismo do Japão, Shinjuku tinha 3,8 mil imóveis de aluguel de curta duração registrados em 15 de julho. O distrito estima que cerca de 2 mil propriedades poderão deixar de operar com a mudança. A medida foi discutida diante do aumento das reclamações de moradores sobre o comportamento de visitantes, incluindo descarte inadequado de lixo, barulho e fumo em locais proibidos.

A proposta deverá ser aplicada a imóveis localizados em áreas exclusivamente residenciais e em distritos culturais e educacionais. Haverá exceções para determinadas propriedades, como aquelas em que os proprietários vivem no local e administram adequadamente a hospedagem. Os imóveis existentes também terão um período de transição após a entrada em vigor das novas regras.

Um funcionário de Shinjuku que supervisiona aluguéis de férias na região revelou à AFP que a ideia é proibir a hospedagem privada em propriedades particulares nas zonas residenciais e nas áreas próximas às escolas. A política deve ser aplicada aos imóveis já existentes e aos que forem construídos.

Shinjuku concentra cerca de 10% dos 42 mil aluguéis temporários existentes no Japão, de acordo com as informações apresentadas no levantamento. A área reúne um distrito comercial e espaços de entretenimento, mas também possui uma população residencial que tem registrado reclamações relacionadas à presença de turistas.

A proposta ocorre em um momento em que autoridades japonesas ampliaram a possibilidade de municípios estabelecerem regras locais para acomodações de curta duração quando esse tipo de atividade afetar o ambiente residencial. Em julho, a Agência de Turismo do Japão informou aos governos locais que eles poderiam restringir as operações por meio de regulamentações municipais em áreas onde as hospedagens prejudicassem a comunidade local.

O distrito pretende realizar uma consulta pública sobre a proposta em outubro e apresentar uma alteração na regulamentação de hospedagens de curta duração à assembleia local na primeira sessão ordinária de fevereiro de 2027.

Para os moradores, o turismo excessivo também está relacionado a congestionamentos, lotação de áreas de lazer e aumento dos preços dos imóveis. Reclamações semelhantes sobre os efeitos do fluxo turístico foram registradas em outras cidades, como Nova York e Barcelona.

LEIA MAIS NOTÍCIAS

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem, 
necessariamente, a opinião deste jornal

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

MAIS LIDAS

NEWSLETTER

    AGENDA 2026

    REDES SOCIAIS

    PARCEIROS